Início das operações aeromóveis canadenses no Afeganistão

by PFF on 26 de fevereiro de 2009 · 0 comments

in Operações e Análises

Durante vários meses, o Canadá esteve enrolado com os helicópteros que precisava para enviar ao Afeganistão.

No final do ano, a solução emergencial foi comprar seis CH-47D Chinooks usados do Exército americano que, inclusive, já estavam operando no Afeganistão. Neste mês de fevereiro, ocorreu a primeira operação aeromóvel canadense no Afeganistão. Claro que foi uma missão simbólica; apenas um Chinook realizando um transporte administrativo de tropas americanas para uma base a oeste de Kandahar. As unidades de aviação canadenses ainda estão completando seu preparo no Afeganistão e não estão completamente operacionais (para saber como é feita a avaliação do preparo da unidades no Exército Brasileiro, visite o site do COTER e consulte a parte de Capacitação Operacional na coluna da direita).

CH-146 Griffon, semelhante aos usados no Afeganistão. Notem que este está armado com uma metralhadora MAG e não com as Minigun, usadas atualmente.

CH-146 Griffon, semelhante aos usados no Afeganistão. Notem que este está armado com uma metralhadora MAG e não com as Minigun, usadas atualmente.

A escolta dessa missão foi realizada por dois CH-146 Griffon, armados com metralhadoras laterais; pois o Canadá não opera nenhum helicóptero com armamento axial.

Este outro texto, do Ministério da Defesa canadense explica a configuração dos Griffon:

To support the helicopter escort role, the Griffon is being equipped with electro-optical/infrared sensors that can be installed on the Griffon along with other equipment to allow for the operation of the sensor for Intelligence, Surveillance and Reconnaissance (ISR) and escort tasks.
To further support the escort role, the Griffon is being equipped with a significantly-enhanced weapon system with increased calibre and a higher rate-of-fire than the current self-defence door gun. As there is significant integration work to be accomplished to put this capability in place by early-Summer 2009, an interim weapon is being fitted to the Griffon to provide an enhanced armament capability to escort the Chinook helicopter commencing in early 2009. The interim armament enhancement will provide the Griffon with a higher rate-of-fire and a greater ability to sustain such fire compared to the existing door gun.
In order to allow the Griffons to operate in the heat and altitude of Afghanistan, operational and engineering staffs have identified non-essential equipment that can be removed from the Griffon. The removal of the equipment will permit the carriage of greater fuel loads for extended range, additional mission equipment, or provide additional safety margin for operation at higher altitudes.

O que eu destaco neste trecho é a adaptação que foi feita para transporte de tropas em ambientes hot-and-high: todo o equipamento não essencial foi retirado. O texto não entra em detalhes, mas normalmente esse equipamento não-essencial significa blindagem e armamento. No MilitaryPhotos.net foi citado que em Kosovo, os Griffons levavam oito soldados em uma aeronave sem proteção alguma ou apenas quatro numa aeronave blindada e armada.

Os CH-146 são muito semelhantes aos UH-1N que os Fuzileiros Navais americanos empregam (ambos são versões militares do Bell 412). Eu acrescento também que são parecidos, em termos de capacidade de carga, aos nossos HM-1 Pantera: têm capacidade nominal de oito passageiros e 1500 kg de carga no gancho. Você precisa de muitas aeronaves para levar uma única fração de infantaria ou uma única peça de artilharia (incluindo o obuseiro em si, a sua guarnição e a munição).

A conclusão a que se chega é que os Exército não podem abrir mão de seus helicópteros de transporte leves (v. post anterior sobre o EC635 e UH-72), mas o combate regular nos dias de hoje é feito com helicópteros maiores.

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