Capítulo anterior: Introdução
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O Ten Cel Moore, comandante do 1º/7º, retornou ao seu PC, em Plei Me e acionou os seus comandantes de companhia. As Companhias de Fuzileiros A e C estavam realizando patrulhas próximas a Plei Me e se reuniram nas Z Emb. A B estava realizando a segurança do PC da Brigada, numa área um pouco mais distante e teria que ser exfiltrada por helicópteros.
Durante à noite, o planejamento continuou. Foram levantadas quatro prováveis Z Dbq (Yankee, Victor, X-Ray e Tango), que seriam validadas no dia seguinte, durante o reconhecimento.

Esboço feito pelo TC Moore, para a sua APA, dois dias após a operação
A Área LIME indicava a provável presença do inimigo, onde a busca deveria ser realizada. O Ten Cel Moore optou por realizar o desembarque de todo o batalhão em uma única Z Dbq, para ter uma maior flexibilidade na manobra. Haveria o apoio dos helicópteros armados, da Força Aérea e do 21º Regimento de Artilharia, que estaria desdobrado da ZPH Falcon.
O tempo estava muito bom e, por volta das 06h00 do dia 14 de novembro, os helicópteros CH-47 Chinook chegaram a Plei Me, trazendo a Cia Fuz B. Imediatamente se iniciou a infiltração do Regimento de Artilharia para a ZPH Falcon.
O reconhecimento foi realizado em quatro aeronaves (dois UH-1D de transporte e dois UH-1B armados para a escolta). Participaram deste reconhecimento, além do Ten Cel Moore e seu S3, os comandantes das Cias Fuz A e D, o comandante da Cia Cmdo Ap, o comandante da Sec Rec/1º/9º RC e o comandante da 1ª Companhia do 229º Batalhão de Aviação.
O vôo seguiu a 2000 pés de altura, ficando em stand off de armas leves inimigas, mas tendo uma visão completa de todas as Z Dbq, de acordo com o seguinte planejamento:

Esboço feito pelo TC Moore, para a sua APA, dois dias após a operação
Durante o reconhecimento, se viu que Victor estava impraticável e que Tango era cercada por árvores altas e poderia receber apenas três ou, no máximo, quatro Hueys de cada vez. O comandante do batalhão queria a maior ZPH possível; assim, a escolha ficou restrita apenas à Yankee e X-Ray, que poderiam receber entre oito e dez helicópteros de cada vez (no mínimo, um pelotão em meio de fuzileiros). O batalhão contava, para esta operação, com dezesseis helicópteros UH-1 para o transporte da tropa.
A seção de reconhecimento partiu para um novo vôo, sobre o leito do Rio Ia Drang, para um reconhecimento pormenorizado das zonas Yankee e X-Ray. Quarenta minutos após retornaram e informaram que Yankee oferecia algum risco devido a troncos secos. Foram vistas também diversas trilhas próximas às duas ZPH e fios telefônicos estendidos em áreas próximas, conformando a presença do inimigo.
A ZPH X-Ray foi finalmente definida com Z Dbq principal, tendo como alternativas Yankee e Tango. Às 08h55, o Ten Cel Moore expediu sua Ordem de Operações aos comandantes de companhia e comandantes das frações em apoio:


Cada Cia Fuz deveria conduzir um Mrt 81 mm, sendo que a Companhia D levaria outros três. Ao término do desembarque do Escalão de Assalto, todos os morteiros deveriam ser revertidos ao controle desta companhia.
A artilharia realizaria uma preparação diversionária de oito minutos nas ZPH Yankee e Tango. Após isso, seria realizada uma preparação de vinte minutos em X-Ray.
O aprestamento da unidade previa que cada homem levaria, no mínimo, 300 cartuchos de munição 5,56 mm e duas granadas defensivas. Os granadeiros levariam de 24 a 36 granadas 40 mm e as guarnições das metralhadoras, 800 cartuchos 7,62 mm enfitados. Cada GC conduziria dois lança-rojões M72 de 66 mm e cada pelotão dispunha de cinco ou seis granadas fumígenas. Todos levariam uma ração para 24 horas, dois litros de água e uma ferramenta de sapa.
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Continua em: O Início do Assalto e a Segurança da ZPH
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