Capítulo anterior: O Início do Assalto e a Segurança da ZPH
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A Companhia B iniciou a sua progressão em direção ao Chu Pong com o 1º Pelotão à esquerda e o 2º Pelotão à direita. O 3º Pelotão seguiu à retaguarda do 1º, como reserva.
Às 12h45, o 1º Pel Fuz, que havia se adiantado em relação aos demais, recebeu fogos de ambos os flancos e ficou detido, com diversas baixas. O 2º Pelotão avançou até fazer contato com o 1º e a companhia toda começou a receber fogos, que foram se intensificando. Por volta de 13h30, o comandante da companhia estimou que estava sendo atacado por, no mínimo, duas companhias vietnamitas e que o 2º Pelotão corria o risco de ficar cercado pelo inimigo. Ao mesmo tempo, granadas de morteiro 60 mm e 81 mm e tiros de lança-rojões começaram a atingir a tanto a ZPH como a Companhia B.
A esta hora, o último pelotão da Companhia A e os primeiros elementos da Companhia C estavam sendo desembarcados.
O comandante do batalhão ordenou que a Companhia A cerrasse à esquerda da Companhia B, estabelecendo contato físico com esta. Deveria, ainda, passar um pelotão ao comando da Companhia B para evitar que o 2º Pelotão ficasse isolado do restante da formação. Ordenou ainda à Companhia C que estabelecesse uma posição defensiva voltada para S-SW, protegendo o flanco esquerdo da Companhia A.
O S3 do Batalhão, junto com o CAA e o O Lig do 21º Regimento de Artilharia, acompanhava a batalha do alto, no helicóptero de C2. O comandante do batalhão solicitou uma missão de cobertura (apoio aéreo aproximado) no sopé da elevação e nas vias de acesso que demandavam do maciço de Chu Pong para a ZPH X-Ray. A artilharia recebeu os mesmos alvos. A prioridade de fogos, porém, era das companhias de fuzileiros. Aqueles alvos deveriam ser batidos quando não houvessem missões de tiro pedidas pelas companhias.
A batalha se intensificou e a quinta vaga, trazendo o últimos elementos da Companhia C e os primeiros da Companhia D, pousou sob fogo. Um piloto e um mecânico foram atingidos, além de diversos fuzileiros embarcados. Apenas os oito primeiros helicópteros pousaram.
O Ten Cel Moore acena para que a aeronave abandone rapidamente a ZPH
Por volta das 14h50, o comando do batalhão estimou que estava sendo atacado por uma força de 500 a 600 homens e ligou-se com o comandante da brigada, solicitando mais uma Cia Fuz em reforço.
Às 15h00, foi ordenado o reinicio das vagas de helicópteros. O Ten Cel Moore decidiu que já havia segurança suficiente na ZPH para o pouso das aeronaves, além de ser absolutamente necessário contar com todo o efetivo do batalhão.
Durante as vagas seguintes, uma das aeronaves foi atingida no motor quando decolava da ZPH e fez um pouso de emergência numa área próxima. Outra atingiu uma árvore com as pás no momento do pouso e não pode mais decolar. Ambas as tripulações nada sofreram e foram evacuadas para Plei Me na vaga seguinte.
A equipe médica chegou na segunda vaga. Era composta por um médico e quatro enfermeiros e montou o posto de socorro próximo ao PC do batalhão.
Ao invés de usar os helicópteros de EVAM diretamente na ZPH, os feridos passaram, a partir das 16h00, a ser evacuados para a ZPH Falcon (onde estava a artilharia). O “Sete Combates no Vietnã” diz que este translado de X-Ray para Falcon era realizado pela Companhia de Recuperação de Helicópteros. Essa companhia era dotada de aeronaves CH-47 Chinook. Não achei nenhuma outra referência ao pouso dos Chinooks em X-Ray e nem deste translado dos feridos para Falcon antes de ser realmente evacuado.
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Continua em: A Noite de 14 de Novembro
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