Capítulo anterior: Contato com o inimigo
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Pouco antes das 17h00, o comandante da Companhia A solicitou permissão para retrair para a ZPH. Todos os seus comandantes de pelotão, o seu rádio-operador e o OA de artilharia estavam mortos ou feridos. Não restou nenhuma opção ao comandante do batalhão, pois a unidade estava engajada em três ações distintas: o ataque de duas companhias aos inimigos que vinham de Chu Pong, um pelotão estava cercado tentando se desengajar e a defesa da ZPH. Dessas três, a última era essencial para a sobrevivência da unidade, pois o batalhão dependia das aeronaves para receber as vagas restantes e os suprimentos e evacuar os feridos.
Às 17h05, chegou à X-Ray a primeira vaga trazendo elementos da Companhia B do 2º Regimento de Cavalaria, que foi enviada em reforço pelo comando da brigada. Às 18h00, já com toda a B/2º RC desembarcada em X-Ray, o TC Moore decidiu manter apenas o Pel Rec como reserva do batalhão e empregar a Cia Fuz que havia recebido em reforço para mobiliar o perímetro da ZPH, junto às outras companhias.
Às 19h15, as Cia Fuz já haviam retraído e formado um perímetro defensivo ao redor de X-Ray. Todos os feridos graves já haviam sido evacuados e os mortos recolhidos à uma área próxima ao PC. Mas o 2º Pelotão da Companhia B continuava cercado.

Perímetro defensivo na noite de 14 de novembro. À noroeste (no alto à direita na figura) o pelotão cercado. – Esboço feito pelo TC Moore
Pouco depois, chegava a primeira vaga de ressuprimento, trazendo munição, água, rações e material de saúde. Na porção norte da ZPH foi montado um balizamento tático noturno com dois pontos de pouso para os helicópteros. Às 21h28, a aeronave C2 pousou em X-Ray, com o S3, o O Lig Art e o CAA, trazendo ainda dois rádio-operadores. Outra aeronave trouxe mais munição e água.
Durante a noite, todo o perímetro da ZPH foi atacado de forma intermitente pelo inimigo. O apoio aéreo aproximado continuou durante toda a noite, assim como os fogos de artilharia. Apenas nesta noite, foram disparadas 4.000 granadas pelas duas baterias que estavam na ZPH Falcon. O pelotão isolado foi atacado por três vezes durante a noite, todas sem sucesso.
Na manhã seguinte, o principal objetivo era alcançar o 2º/B, que continuava cercado. Mas o inimigo também atacou em quase todas as frentes, impedindo que as companhias abandonassem suas posições defensivas.
Os tiros de artilharia e ataques aéreos foram pedidos em áreas cada vez mais próximas. Cada companhia lançou granadas fumígenas para que o perímetro ficasse mais nítido aos pilotos. Isso não impediu que algumas granadas de artilharia e duas bombas de napalm caíssem no interior da ZPH, causando várias baixas.
O combate se intensificou e o TC Moore solicitou à brigada mais uma Cia Fuz. A Companhia A do 2º Batalhão se preparou para embarcar assim que X-Ray oferecesse melhores condições de segurança.
Por volta das 09h00, o ataque inimigo começou a enfraquecer a companhia em reforço pousou alguns minutos depois.
Enquanto isso, na ZPH Victor, o 2º Batalhão do 5º RC se reunia para apoiar o 1º/7º. Desde o dia anterior seu efetivo vinha sendo transportado para aquela ZPH. A Victor havia sido considerada inviável no reconhecimento do dia anterior e foram gastos 15 quilos de explosivo para abrir uma área de pouso para duas aeronaves. Essa restrição da área, aliada à escassez de aeronaves, fizeram com que a infiltração do batalhão se atrasasse. Mesmo sem a pressão do inimigo, no dia 14 apenas duas companhias foram infiltradas. Às oito da manhã do dia 15, já com três companhias completas, o 2º/5º RC iniciou um deslocamento de três quilômetros pela selva, na direção de X-Ray.

Deslocamento do 2º/5º RC de Victor para X-Ray – Esboço feito pelo TC Moore
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Continua em Os Dias Seguintes e a Exfiltração
Leia também:
- A Zona de Pouso X-Ray: Contato com o inimigo
- A Zona de Pouso X-Ray: Os dias seguintes e a exfiltração
- A Zona de Pouso X-Ray – Planejamento e Preparação

