Essa notícia tem quase uma semana (foi publicada no Defence Management), mas eu estava fora e acabei não publicando.
Puma problems blamed on the SAS
Monday, June 08, 2009
Now commanders are blaming the SAS for the problems in the Puma fleet including two crashes and four fatalities.
An investigation conducted by a RAF air commodore and an Army Air Corps colonel found that RAF pilots felt compelled to push their helicopters to the limits in order to deal with the operational demands made by the SAS.
Pilots often flew the aircraft close to the ground which prevented attacks from the enemy but also gave the pilots less time to react if something went wrong. The report found that no one wanted to say no to the SAS, resulting in the safety limits of the aircraft being exceeded.
Excerpts from the report which first appeared in the Sunday Times, said that the SAS’s heavy operational demands led to an “appetite for risk-taking” amongst pilots beginning in 2006.

- Helicóptero Puma inglês em operação no Iraque
As a result, a crash involving two Pumas in Iraq occurred in April 2007 leaving two servicemen dead and another Puma crash in November of that year left two more personnel dead.
All of the crashes were attributed to human error and the aircraft were on Special Forces missions at the time.
Commanders at the Joint Helicopter Command allegedly ignored warnings that the helicopters were being pushed beyond the limits of safety. The report urged commanders to “reassert” their authority over the use of the Pumas.
Defence sources said that “The RAF and army hierarchy has decided the Puma force is never going to be let out with the special forces again.”
The Puma is nearly 40 years old and faces an uncertain future. While there is a desire to upgrade the aircraft and extend their lives into the 2020s, ministers are considering axing the deal and pushing for the immediate purchase of new medium sized aircraft.
É fácil culpar os pilotos ou a aeronave, mas a solução para o problema acima descrito não é simples, nem barata e nem rápida: a formação de uma unidade de aviação de operações especiais.
De maneira geral, a aviação já é considerada uma tropa bastante especializada. Mas o adestramento atende às demandas das operações aeromóveis convencionais. Os EUA sentiram isso na pele em algumas situações no Vietnã e, principalmente, durante a Operação Eagle Claw, em 1980, quando tripulações e aeronaves navais foram utilizadas para um infiltração noturna de várias horas sobre o deserto.
Uma das consequências da Eagle Claw foi a criação do 160º SOAR. Desde então, outros países também criaram suas unidades de operações especiais, como a Polônia, Itália e França. Mas nenhuma delas é tão especializada quanto os americanos.
A formação de uma unidade deste tipo reside basicamente sobre quatro pilares:
- Doutrina de emprego – incluindo o tipo de operações que as unidades terão que cumprir e como fazê-lo;
- Seleção do pessoal – nos EUA se exige um mínimo de 1000 horas de voo totais, sendo pelo menos 100 com NVG, além de outras exigências, testes psicotécnicos, sociométricos, credenciais de segurança e um estágio operacional de três semanas (Green Platoon);
- Adestramento - intenso e realista, voltado especificamente para o tipo de missão a ser cumprida; e
- Aeronaves e equipamento especializado – os EUA utilizam aeronaves altamente modificadas, exclusivas da unidade. Os demais países utilizam as mesmas aeronaves que as demais unidades, com modificações e adaptações bem mais modestas.
Se tivesse que escolher, diria que a parte do material é a menos importante. No ano passado, durante o resgate do iate Ponant, a França usou helicópteros Gazelle e Allouette, sem nenhuma preparação específica, e realizou uma operação exemplar.
A decisão de não empregar mais o Puma em operações especiais é imediatista (e provavelmente necessária neste momento) mas não resolve o problema como um todo. Diversos MH-47 do 160º SOAR e MH-53 do 1º SOG americanos voaram no Vietnã e são mais velhos que os Pumas ingleses. Quando o Merlin, NH-90 ou outro modelo estiver disponível, os problemas de capacidade de carga ou reserva de potência podem ser diminuídos, mas a necessidade do voo rente ao solo, missões de risco elevado e de levar a aeronave até seus limites permanecerão.
Referência: Puma problems blamed on the SAS
Leia também:
- Quatro milhões de horas de voo da família Puma/Super Puma
- O Emprego dos Helicópteros na Guerra das Malvinas
- Exército inglês substitui A109 por Dauphin


Poxa assim não vale, o SAS não dá umas brechas dessas, senão não tem como eu desancar esses helos "fru-fru" franceses!!!
Qnto ao fato de haverem Chinooks da Guerra do Vietnã ainda em serviço ativo, os sauditas que operam equipamento de tdo mundo, ao fim da 1ª Guerra do Golfo ficaram impressionados c/ a fragilidade, a delicadeza do equipamento europeu frente ao americano.
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