Helicopter survival: fly or die?
Achei este texto no Global Security e gostei bastante. Aborda todos (ou quase todos) os aspectos ligados à sobrevivência de um helicóptero em combate. Vale a pena ler o texto todo, mas vou ressaltar aqui alguns tópicos que achei interessantes:
Direct line of sight acquisition requirements can
be exploited tactically by training aircrew to fly at very low
level using terrain masking techniques to minimize detection.
Aqui o autor ressalta a importância do vôo desenfiado com meio de evitar a detecção por sensores de visada direta.
Reduction of visual signature is most critical as evidenced
by the fact that helicopters have been most successfully engaged
by small arms fire and optically sighted anti-aircraft
artillery. Visual detection is achieved by the unaided eye,
optical instruments such as magnifiers and image intensifiers,
or electronic enhancement such as television. [...] Success of
these systems depends on size and shape of the helicopter, its
contrast with the background and movement.
Corroborando as estatísticas da BAe, ele cita que a principal medida de proteção do helicóptero deve ser a redução da sua assinatura visual, seja pela técnica de vôo, já citada acima, seja pela cor, tamanho ou formato da aeronave e sua capacidade de se confundir com o fundo.
A diverse family of combat radar systems are prevalent on
the modern battlefield. A target illuminated by radar produces
a signature known as radar cross-section. Size, material
composition, and design configuration (shape) are all factors
contributing to the amount of radar cross-section associated
with an aircraft.
O autor fala sobre os radar, mas as estaísticas dizem que apenas 1% dos 400 helicópteros derrubados em combate de 1973 para cá o foram por armas guiadas por radar. Além disso, um helicópteros Stealth é algo bem complexo e caro de se construir. O primeiro deles seria o Comanche, cujo projeto foi cancelado em 2004, depois de ultrapassar em muito o seu orçamento inicial, sem resultados expressivos. Como todo mundo sabe, normalmente se resolve 80% dos problemas com 20% do dinheiro e os 20% restantes dos problemas com os 80% restantes do dinheiro. Este é um caso clássico: um helicóptero stealth seria absurdamente caro e o ganho seria mínimo.
Turning to the question of infrared energy detection, there
is little chance of a combat aircraft ever being designed that
does not emit heat. Heated metal on the exhaust section of a
helicopter engine produces a low-band infrared signature. The
hot exhaust gases emitted by the engine produce a middle-band
infrared signature.
Já a detecção por infravermelho é um problema sério, principalmente com os mísseis de ombro cada vez mais baratos e “populares”. As aeronaves mais modernas já possuaem dissipadores de calor na saída de seus motores, como os Mi-35 venezuelanos. Flares também são essenciais.
In addition to the aircraft signatures already discussed,
any intentional or inadvertent electromagnetic emission from the
aircraft, such as the aircraft’s navigation radar, radar
altimeter, laser range-finder/designator, or any other active
system, is liable to detection.
Este foi um ponto que me chamou a atenção: as emissões eletromagnéticas são passíveis de interceptação. Sempre lembramos dos rádios, transponder, IFF, etc. Mas o radar-altímetro fica ligado o tempo todo, emitindo constantemente. Tudo bem que a potência é mínima e é essencial, principalmente no vôo com NVG. Mas é um problema na qual muita gente nunca tinha pensado.
O texto prossegue falando sobre a camuflagem das aeronaves no solo, tipo do cockpit e banco para os pilotos, proteção do tanque de combustível, blindagem, etc.
(Sem artigos relacionados)
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