O emprego dos helicópteros foi pouco noticiado e a grande maioria das operações helitransportadas foi de apoio logístico (praticamente todo o suprimento inglês chegava às ilhas através de helicópteros) e de patrulhas na zona de exclusão. Porém não se limitaram a isso.
Primeiro vamos ver quem estava por lá (citando apenas as unidades de helicópteros):
Do lado argentino:
Comando da Aviação Naval Argentina
- Esquadrilha de Helicópteros 1 (com 02 Lynx Mk23 e 10 Alouette III, embarcados em navios diversos)
- Esquadrilha de Helicópteros 2 (com 05 SH-3D Sea King, embarcados no Veinticinco de Mayo, Bahia Blanca, Almirante Irizar e Rio Grande)
- Prefeitura Naval Argentina (com 01 Puma)
Comando de Aviação do Exército
- Batalhão de Aviação de Combate 601 (com aeronaves A109 Hirundo, UH-1H, Puma e CH-47C Chinook)
Força Aérea Argentina
- Grupo 16 de Caça (com aeronaves CH-47C Chinook e Bell 212)
Do lado inglês
Royal Air Force
- 18º Esquadrão (com aeronaves CH-47 Chinook)
- 202º Esquadrão (com aeronaves SH-3 Sea King)
Royal Navy
- 03 SH-3 Sea King embarcados do Hermes e Invencible
Royal Army
- Helicópteros Scout e Gazelle
Os ingleses empregaram ainda helicópteros Wessex, Wasp, Lynx e até alguns Sea King civis arrendados.
As operações
Logo no primeiro dia de combate, os ingleses começaram a patrulhar os entornos do arquipélago com helicópteros Lynx anti-submarino. Isso provocou algumas reações inesperadas: os argentinos, vendo helicópteros que se aproximavam de suas posições e subitamente faziam meia volta e retornavam aos navios, acreditaram que estavam rechaçando um assalto aeromóvel.

Helicóptero Lynx em missão anti-submarino
De 1º a 20 de maio, os ingleses infiltraram diversas equipes do SAS na retaguarda do dispositivo argentino, para realização de patrulhas de reconhecimento. A mais conhecida dessas operações foi a incursão do SAS, transportado por helicópteros Wessex, ao pequeno campo de pouso da Ilha Pebble, que resultou na destruição de 13 aeronaves argentinas (para quem quiser se aventurar, essa missão é reproduzida no demo do wargame The Falklands War 1982, da Prosimco).
Em 21 de maio, os ingleses perderam dois Gazelles, abatidos pela artilharia anti-aérea argentina. Nesta fase das operações, estava ocorrendo o desembarque inglês na baía de San Carlos e um grande fluxo de transporte de pessoal e material dos navios para a ilha através dos helicópteros.
Em 25 de maio, ocorreu o golpe mais contundente da argentina durante todo o conflito: o afundamento do navio de transporte Atlantic Conveyor, com toneladas de suprimentos para as tropas e 10 helicópteros. Mas a essa altura, os ingleses já possuíam aproximadamente duas brigadas completas desembarcadas em San Carlos, se preparando para a ofensiva terrestre contra as guarnições argentinas.
Durante estes dias, ocorreu a única vitória argentina em um combate aéreo durante todo o conflito. Um Pucará derrubou um helicóptero inglês.
Os helicópteros ingleses também foram empregados para evacuar as tripulações de navios atingidos pelos caças argentinos e em missões C-SAR, resgando pilotos de Harriers abatidos pela artilharia argentina.
As operações aeromóveis argentinas foram bem mais modestas e se resumiram, basicamente, ao transporte de pessoal e material nos dias iniciais da invasão, antes da chegada da força britânica ao cenário.

Helicóptero (provavelmente um Wessex) abatido durante o conflito – Atualizado em 23 Abr 07: o helicóptero é um Chinook (ver comentário abaixo)
Para saber mais:
- O Poder Aéreo Argentino na Guerra das Malvinas/Falklands
- The Falkland Islands – A history of the 1982 conflict
- Fleet Air Arm Squadrons
- Falklands Air War
- Guerra das Malvinas, 20 anos depois


[...] o Erikson já havia comentado aqui, o BN foi o único helicóptero que se salvou do Atlantic Conveyor, pois estava realizando um voo [...]