O Emprego dos Helicópteros na Guerra das Malvinas

by PFF on 6 de abril de 2007

in Operações e Análises

Há vinte e cinco anos, em 02 de abril de 1982, a Argentina invadiu as Ilhas Malvinas (chamadas Falklands pelos ingleses). O resultado foi um conflito entra a Argentina e Inglaterra que durou até 14 de junho, com a rendição das tropas argentinas.

O emprego dos helicópteros foi pouco noticiado e a grande maioria das operações helitransportadas foi de apoio logístico (praticamente todo o suprimento inglês chegava às ilhas através de helicópteros) e de patrulhas na zona de exclusão. Porém não se limitaram a isso.

Primeiro vamos ver quem estava por lá (citando apenas as unidades de helicópteros):

Do lado argentino:

Comando da Aviação Naval Argentina
- Esquadrilha de Helicópteros 1 (com 02 Lynx Mk23 e 10 Alouette III, embarcados em navios diversos)
- Esquadrilha de Helicópteros 2 (com 05 SH-3D Sea King, embarcados no Veinticinco de Mayo, Bahia Blanca, Almirante Irizar e Rio Grande)
- Prefeitura Naval Argentina (com 01 Puma)

Comando de Aviação do Exército
- Batalhão de Aviação de Combate 601 (com aeronaves A109 Hirundo, UH-1H, Puma e CH-47C Chinook)

Força Aérea Argentina
- Grupo 16 de Caça (com aeronaves CH-47C Chinook e Bell 212)

Do lado inglês

Royal Air Force
- 18º Esquadrão (com aeronaves CH-47 Chinook)
- 202º Esquadrão (com aeronaves SH-3 Sea King)

Royal Navy
- 03 SH-3 Sea King embarcados do Hermes e Invencible

Royal Army
- Helicópteros Scout e Gazelle

Os ingleses empregaram ainda helicópteros Wessex, Wasp, Lynx e até alguns Sea King civis arrendados.

As operações

Logo no primeiro dia de combate, os ingleses começaram a patrulhar os entornos do arquipélago com helicópteros Lynx anti-submarino. Isso provocou algumas reações inesperadas: os argentinos, vendo helicópteros que se aproximavam de suas posições e subitamente faziam meia volta e retornavam aos navios, acreditaram que estavam rechaçando um assalto aeromóvel.


Helicóptero Lynx em missão anti-submarino

De 1º a 20 de maio, os ingleses infiltraram diversas equipes do SAS na retaguarda do dispositivo argentino, para realização de patrulhas de reconhecimento. A mais conhecida dessas operações foi a incursão do SAS, transportado por helicópteros Wessex, ao pequeno campo de pouso da Ilha Pebble, que resultou na destruição de 13 aeronaves argentinas (para quem quiser se aventurar, essa missão é reproduzida no demo do wargame The Falklands War 1982, da Prosimco).

Em 21 de maio, os ingleses perderam dois Gazelles, abatidos pela artilharia anti-aérea argentina. Nesta fase das operações, estava ocorrendo o desembarque inglês na baía de San Carlos e um grande fluxo de transporte de pessoal e material dos navios para a ilha através dos helicópteros.

Em 25 de maio, ocorreu o golpe mais contundente da argentina durante todo o conflito: o afundamento do navio de transporte Atlantic Conveyor, com toneladas de suprimentos para as tropas e 10 helicópteros. Mas a essa altura, os ingleses já possuíam aproximadamente duas brigadas completas desembarcadas em San Carlos, se preparando para a ofensiva terrestre contra as guarnições argentinas.

Durante estes dias, ocorreu a única vitória argentina em um combate aéreo durante todo o conflito. Um Pucará derrubou um helicóptero inglês.

Os helicópteros ingleses também foram empregados para evacuar as tripulações de navios atingidos pelos caças argentinos e em missões C-SAR, resgando pilotos de Harriers abatidos pela artilharia argentina.

As operações aeromóveis argentinas foram bem mais modestas e se resumiram, basicamente, ao transporte de pessoal e material nos dias iniciais da invasão, antes da chegada da força britânica ao cenário.


Helicóptero (provavelmente um Wessex) abatido durante o conflito – Atualizado em 23 Abr 07: o helicóptero é um Chinook (ver comentário abaixo)

Para saber mais:
- O Poder Aéreo Argentino na Guerra das Malvinas/Falklands
- The Falkland Islands – A history of the 1982 conflict
- Fleet Air Arm Squadrons
- Falklands Air War
- Guerra das Malvinas, 20 anos depois

Leia também:

{ 1 trackback }

{ 11 comments… read them below or add one }

André abril 22, 2007 às 23:23

Olá, na página referente ao emprego de helicópteros na guerra das Malvinas tem uma foto de destroços de um helicóptero aonde o titulo diz que provavelmente seria um Wessex, mas na verdade essa aeronave é um Chinook.
Obrigado

Obrigado pela correção e pela visita, amigo.

Responder

ricardo sanchez gomes novembro 9, 2008 às 17:44

:mrgreen: pues espero tener contactos con pilotos de distintas bases militares y saver a cuantos nudos buele el mi-17

Responder

Keith Jones abril 9, 2009 às 18:55

GOD SAVE THE QUEEN! ARGENTINA ÉS NADA!
Keith Jones

Responder

juan jose lopez julho 31, 2009 às 07:57

Idiota, seguramente seran un sudaca que te pones un seudonimo “gringo”. Pobre infeliz. Si te gustan los piratas ingleses andate a vivir alla y alistate con los mercenarios gurkas que pelean por $$$$$$. Estupido.

Responder

Erikson abril 13, 2009 às 17:38

Os destroços desse helicóptero acima não é um Chinook, embora operado por ambos os lados do conflito, o chinook argentino foi pego intacto como butin de guerra, e o único chinook operado pelos britânicos era o “Bravo November”, única aeronave que se salvou do Atlantic Conveyor (havia decolado momentos antes do navio ser atingido), este chinook operou intacto durante todo o conflito.

Responder

(moderado pelo editor) julho 30, 2009 às 15:35

(moderado pelo editor)

Responder

Marcus Piffer julho 30, 2009 às 18:30

Vamos moderar o linguajar, senhores.

Responder

luki março 15, 2010 às 21:56

senhorrrrr sou da marinha sou piloto tenho 32 anos e 2 de esperiencia ja fiu fuileiro e estava uma missao do iraki senho mirri kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Responder

Wolf maio 15, 2010 às 17:14

Para mim as Malvinas deveriam de ser Argentinas assim como Gibraltar deveria de ser Espanhola e Ceuta Marroquina.
Cumprimentos a todos

Responder

Alex junho 22, 2010 às 11:03

03 SH-3 Sea King embarcados do Hermes e Invencible

More than that! Two Naval Air Squadrons (845 and 846) on Sea King 4 and Wessex 5, making up the bulk of the lift capacity, plus 820, 824, and 826 NAS on anti-submarine Sea King 2 (10 aircraft were converted to lift duties during the war, and a new squadron formed to operate them – 825), and of course the Lynxes, Wasps and Wessexes from 737, 829, and 815 NAS on individual escort ships. And 4 anti-submarine Wessex on RFA Fort Austin. A new NAS, 847, was formed during the war with Wessex. Another NAS, 848, lost all its aircraft in the shipwreck.

Another RAF Wessex squadron came down later, and more Chinooks were sent out on the ship Contender Bezant but didn’t arrive before the surrender. In all the peak strength was 60-odd airframes of various kinds, which still wasn’t anything like enough although it was enough to make aviation fuel a serious problem.

Responder

PFF junho 22, 2010 às 19:08

Thanks for the knowledge, Alex.

Responder

Leave a Comment

Previous post:

Next post: