Primeiro acidente com um Mi-28N

by PFF on 9 de julho de 2009 · 6 comments

in Aviação Militar

Notícia do FlightGlobal:

Gas ingestion suspected as Russian army Mi-28N crashes

A Russian army Mil Mi-28N attack helicopter crashed during firing trials on a range near Moscow on 19 June, representing the first loss involving the type.

Mi-28N

Mi-28N

The cause of the accident has not yet been confirmed, but is thought to be related to a loss of power following gas ingestion during rocket firing, according to a report by the Kommersant newspaper. An investigation by the Russian defence ministry is under way.

The helicopter was firing unguided rockets from a low hover of around 130ft (40m) when it suddenly lost power and landed heavily. Its tail rotor and pylon were destroyed in the crash, but both aircrew survived and left the aircraft unassisted.

A Rostvertol engineer quoted by Kommersant confirmed the incident as technical in origin, but would not specify the cause. Another source said the cause was “not connected to the main part of the helicopter”.

According to a military source also quoted, the fault lay with the Mi-28′s fire-control system, which launched the rockets under unsuitable parameters when the crew had intended to fire the aircraft’s 30mm nose-mounted cannon.

A source in state holding company Russian Helicopters says: “A final resolution on the causes of the crash and possible repair of the machine will occur only after the completion of work by the accident commission.” The helicopter remains at the firing range.

Muito provavelmente, após a perda de potência, a tripulação tentou realizar uma manobra de “perda do motor no pairado, fora do efeito solo”. Devido a baixa altura, a aeronave sofreu danos no cone de cauda.

Existe um ditado que diz um um pouso bom é aquele em que você consegue sair andando da aeronave. Um pouso ótimo é aquele em que a aeronave pode voar de novo. Neste caso, estamos no “pouso bom”.

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Então o meu erro no simulador foi ter cortado o combustível num vôo pairado. Agora consegui entender a tal curva e o fator velocidade relativa na hora da manobra. Não dá pra ver muito bem, mas o gráfico da curva do homem morto resume perfeitamente, vôo pairado e em altitude alta é perigoso pois a energia cinética acumulado é nula. Muito bom o artigo.

Cap, tem algum artigo específico sobre essa manobra?

O Sr. disse que quanto mais alto, melhor. Pois bem, não sei o nível de simulação do FS9, mas fui fazer alguns testes. Peguei o Jet Ranger, coloquei pouco combustível e fui ao aeroporto Santos Dumont. No primeiro teste subi pouco, 100 ft, cortei o combustível lá em cima e cai, depois de algumas tentativas consegui pousar. Mas quando mais alto subo, mais dífícil a manobra fica, se baixo totalmente o coletivo, a velocidade vertical na hora da aproximação ao solo é tanta que não consigo pousar, se deixo-o em posição intermediária, quando chego ao solo já não tenho potência.

Dando uma olhada nuns vídeos do YT, achei esse:
http://www.youtube.com/watch?v=phaWRjAVnes

Então é por isso que disse que quanto mais alto, melhor?
"During an autorotation, the main rotor is not driven by a power plant, but by air flowing through the rotor disc bottom-up (imagine a windmill) while the aircraft is descending rapidly."

Acho que FS9 não simula isso.

"A auto-rotação é sempre feita fora da curva do homem morto."
Poderia explicar melhor?

Abs.

Esta página mostra bem como funciona a auto-rotação que você mostrou neste vídeo do Colibri e também mostra, lá no final, a "curva do homem morto".

http://www.jca.com.br/teoria.htm

Autorotação não se dá exclusivamente pelo afundamento da aeronave, mas também pela velocidade à frente (veja os vetores nas figuras da página que indiquei). Se a aeronave está muito baixa ou com pouca velocidade (dentro da "curva do homem morto"), o piloto não consegue atingir os parâmetros da auto-rotação.

Autorotation não se aplica nesses casos?

Não dá para saber exatamente o que aconteceu com apenas as informações que foram dadas na notícia.

De qualquer maneira, a 130 ft do solo, a aeronave com certeza estava dentro da curva do homem morto. Nessa situação, uma perda total de potência (um apagamento de ambos os motores, extremamente improvável) tem bem poucas chances de resultar em um pouso seguro.

Por outro lado, com a perda de apenas um dos motores, pode ser realizada a manobra que eu citei acima. O sucesso da manobra irá depender muito da altura da aeronave (quanto mais alto, melhor). E 130 ft certamente é bem baixo para uma aeronave do tamanho do Mi-28.

A auto-rotação é sempre feita fora da curva do homem morto.

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