A notícia saiu hoje no Estadão (apenas na net, sairá impressa no jornal de amanhã):
O Brasil vai produzir em Itajubá, na fábrica da Helibrás, o helicóptero Dauphin-2, francês, e também a sua poderosa versão militar, Pantera. O modelo é um sucesso de vendas, com 850 unidades colocadas no mercado internacional.
Segundo a notícia, existe também um projeto para a criação de um helicóptero militar pela própria Helibrás. Seria um helicóptero de emprego geral, com peso em 4300 e 9700 kg (ou seja, entre o Pantera e o Cougar/Black Hawk).
Para Eduardo Marson, diretor-geral da EADS Brasil (do qual já tive o privilégio de ler alguns comentários aqui neste blog), a produção do Pantera aqui no Brasil “vai significar facilidade de acesso a conhecimento especializado, rapidez na execução dos empreendimentos de modernização dos esquadrões do Exército“.
Leia a notícia completa: Brasil produzirá helicópteros Dauphin-2 e versão militar
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Uma boa notícia, só resta saber se será apenas a montagem, com as peças todas vindo da Europa, ou se terão um índice de nacionalização alto, criando um know-how grande para a Helibrás tocar esse projeto próprio…
Para esclarecimento, o acordo ATE/Helibras visa dar a nossa indústria capacidade de PROJETO, passando a ser interveninete direta em futuros desenvolvimentos de helicópteros da linha EC e na integração de sitemas complexos, como armamentos e optrônicos. Agora uma coisa é importante salientar: a HB é tão “montadora” quanto a Embraer, Airbus ou Boeing. Nenhuma outra indústria de helicópteros está instalada no Brasil, criando empregos e gerando divisas. Se alguma delas chegar HOJE, estará 30 anos atrasada.
Abraço.
Eduardo Marson ferreira
Diretor Geral
EADS Brasil
Com todo o respeito, Sr Eduardo, achei sua comparação deveras “ousada”! As empresas Embraer, Airbus e Boeing são ícones da engenharia aeronáutica, vão muito além da mera produção de aeronaves. Há bem mais que 30 anos, elas analisam o mercado, desenvolvem projetos desde a planta, criam soluções de engenharia, logística, comércio, assistência técnica; capacitam outras empresas para tornar viável a produção, possuem clientes no mundo inteiro. Creio ser essa também a expertise da EADS, mas não parece ser ainda o caso da Helibras, pelo menos atualmente, apesar das pespectivas apontarem nessa direção. Como entusiasta da Aviação, como piloto militar de helicóptero há mais de 20 anos e como brasileiro, assim como incontáveis profissionais da área, respeitamos a história da HB e torcemos pelo seu sucesso. Talvez seja mais adequado deixar de lado os discursos, arregaçar as mangas e mostrar competência pelo resultado do nosso trabalho.
Quanto custa um aparelho destes EC 725
O contrato dos EC725 está saindo por 1,9 bilhões de euros. Fazendo uma divisão “burra” por 50 aeronaves, daria algo perto de 53 milhões de dólares por aeronave. Certamente esse não é o preço da aeronave, pois o contrato deve incluir bem mais coisas que a aeronave em si.
Note que este artigo está falando dos Panteras e não do EC725. Para ler sobre o EC725, clique neste link: http://vootatico.com.br/archives/tag/ec725
Somente faltou explicar que Embraer, Airbus e Boeing “montam” os próprios produtos, alguns desenvolvidos c/ a participação de sócios de risco, que dividem os investimentos necessários.
Ao contrário da HB, que somente “monta” kits CKD de produtos desenvolvidos e fabricados na França pela estatal Aerospatiale.
Já montou algum kit da Revell, Airfix ou Hasegawa??? O princípio é o mesmo!!!
Qual tecnologia vc agregou, transferiu ou desenvolveu??? Nenhuma, vc somente junta as peças, de algo que não foi industrializado aqui; pronto!
Pois tda a concepção, engenharia, testes, desenvolvimento já foi feita em um outro país; não nos agregou nada.