Night Stalkers poloneses

by PFF on 25 de julho de 2007 · 0 comments

in Aviação Militar

A Polônia também irá formar uma unidade de aviação especializada em operações especiais, aos moldes do 160º SOAR norte-americano.

A notícia foi publicada no dia 18 passado pelo jornal polonês Dziennik. Como a unidade ainda está em formação, não se tem muitas informações sobre como ela será. Provavelmente, como sempre ocorre, muitas coisas serão aprendidas on-the-job e o produto final será bem diferente do que se imagina hoje. Em todo caso, as linhas estão traçadas:

A missão desta nova unidade será a mesma de todas as outras unidades do tipo: infiltrar tropas de operações especiais, normalmente em locais de difícil acesso, prestar o apoio a elas e exfiltrá-las após o cumprimento da missão.

As tripulações virão, principalmente do Lotnicza Grupa Poszukiwaczo-Ratunkowa – LGPR (1º Grupo de Busca e Salvamento Aéreo), mas não apenas dele. O treinamento incluirá o uma grande carga de vôo a baixa altura e vôo com OVN – 150 a 200 horas de vôo com OVN por ano. Achei interessante também o uso de computadores para otimizar a seleção das rotas de vôo (espero que não seja o uso prosaico do Google Eartn que qualquer um faz).

Quanto as aeronaves, o LGPR, que está servindo de base para a formação da unidade, emprega atualmente o Mi-8 e o Sokol, mas novas aeronaves, mais modernas estão previstas para ser adquiridas em dois ou três anos (o texto não cita nenhum modelo em particular). Cita porém que precisarão ter alta disponibilidade, alto índice de sobrevivência em quedas e blindagem em partes sensíveis, como as carenagens dos motores.

Espera-se que a unidade esteja operacional num prazo de dois anos.

E não são apenas os poloneses. Os italianos também criaram o 26º REOS (Reparto Elicotteri Operazioni Speciali). Sobre essa unidade, eu não tenho nenhuma informação. Existe um tópico no MilitaryPhotos.net, com algumas fotos. Dá para ver que não são aeronaves tão especializadas com as do 160º SOAR.

Acredito que a tendência seja a formação de mais unidades desse tipo, pois as operações especiais necessitam de um apoio aeromóvel diferente daquele que é feito pelas unidades regulares de aviação. Isso se viu em diversas operações, entre as quais posso destacar a Eagle Claw, sobre a qual já falei aqui.

Para saber mais:
- Tópico no MilitaryPhotos.net – tem todo o artigo do jornal traduzido para o inglês

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