Supressores de calor nas saídas dos motores do AH-2

by PFF on 13 de novembro de 2009 · 10 comments

in Aviação Militar

Conforme foi dito aqui, acredito que não restam mais dúvidas que os nossos Mi-35M disporão desse equipamento.

Podemos ver nas fotos que se seguem (disponíveis no site Bukhard Domke) que os equipamentos são removíveis; podem ser instalados ou retirados conforme a situação. Como qualquer outro acessório ou sistema instalado no motor, provavelmente estes supressores “roubam” uma pequena parcela de potência.

Saída de ar de um Mi-24P

Saída de ar de um Mi-24P

Saída de ar de um Mi-35M

Saída de ar de um Mi-35M

Na primeira foto, podemos notar um “anel” ao redor da saída de ar. Este anel serve de suporte ao supressor. Logo abaixo dele, vemos as aldabras de fixação do mesmo.

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Bem, os supressores de calor são nada mais nada menos que misturadores do ar atmosférico com os gases de exaustão. Nada tem a ver com filtros anti-areia e nem roubam potência das aeronaves.!!! Sucessos a todos! Dasdividânia (até logo em russo0

Existe previsão de que pilotos da AvEx realizem cursos nesses helicópteros, ou apenas se o EB vier a adquiri-los?

Me lembro de uma reportagem na RFA de 1999, sobre o 4ºBAvEx, que o falecido Coronel Pavanello possuia curso em varios Helicópteros Russos.

Vc tem mais informações sobre os sensores eletrooticos, CME e de aquisição de alvos que equiparão estas aeronaves?

Na edição 51 da revista Asas, consta que eles virão com a suite de aviônicos de combate OPS-24N, composto de: Módulo optrônico GOES-342, lado direito do queixo do Mi-35, composto por TV de baixa luminosidade, FLIR, designador laser e designador/orientador infravermelho. O pod na esquerda do queixo é para guiamento de mísseis. Suite de navegação KNEI-24, com capacidade de navegação por satélite (SatNav). Transceivers VHF Bendix/King KTR-908, e Röhde & Schwarz MR6000, rádio HF Bendix/King KFH-1050.

A parte de armamento compreende um canhão GSh-23L, com 470 obuses. Os mísseis anti-tanque serão o 9M-120 Ataka com alcance de 6km e o pod de foguetes é o B-8V-20A, de 80mm com 20 foguetes por pod. Esses foguetes e mísseis não são fabricados aqui, então fica a expectativa se serão substituídos por unidades nacionais a médio e longo prazo.

E por último, as turbinas são Klimov VK-2500-02 de 2.700shp cada.

Os cursos são parte do pacote. A FAB comprou os helicópteros, a FAB faz os cursos.

Sempre fui muito favoravel ao sistema de forcas armadas criado no Canada.
Um centro de treinamento e emprego para as tres armas.
Isso so traz beneficios em termos de custo padronizaçao e operacionalidade. EM RESUMO, TODOS FALAM A MESMA LINGUA.
Em minha opinia,para um teatro de operaçoes tipo latino americanonada mais justo operarmos equipamentos padrão e o Mi 35 cai como umaluva pois,alem de poder ser empregado como ataque permite transporte de tropas. Não deveriam ser comprados apenas 12 unid.e sim,no minimo 36 sendo que, tb,para o nosso exercito.
At.
Bernardo

Certamente é um acessório que deve roubar potência dos motores. Acredito a FAB possa não o utilizar de modo contínuo, por não haver necessidade.

Se rouba potência isso significa que o motor é mais exigido, aumentando seu desgaste e o consumo de combustível. Dito isso, eles devem utilizá-lo apenas em caso de guerra ou em vôos de adestramento.

Caro amigo, tenho lá minhas dúvidas quanto a constante colocação e retirada do equipamento. Com base nos acessórios que a Aviação do EB dispõe atualmente vemos que a configuração tende a ser constante salvo raríssimas excessões. Exemplo disso é a utilização constante dos filtros anti areia nas aeronaves HM-1 Pantera (que também reduzem a pot do motor) ou o uso do gancho de 4,5 Ton das aeronaves HM-3 Cougar (que requerem uma montagem específica) sendo dificilmente empregados. Acredito que a FAB irá optar por uma utilização prática e que atenda ao maior número de aspectos operacionais no dia a dia (modus operandi): convenhamos, se essa diferença de pot do motor for tão significativa para o emprego dessa aeronave...
Selva!

Filtros contra partículas são uma necessidade quando helicópteros atuam em áreas sem helipontos, como na selva (por causa das folhas) e no nordeste (por causa da poeira). Ou seja, se um helicóptero opera permanentemente fora dos centros urbanos, a instalação desses filtros é obrigatória. Já os supressores de calor só tem utilidade quando a aeronave está operando em áreas onde exista a possibilidade de ser abatido por mísseis infravermelhos, ou seja, atualmente em área nenhuma no Brasil. Como não estamos em conflito, a FAB pode achar que não há necessidade de instalar nas suas aeronaves esses supressores.

Quanto ao roubo de potência, ele por si só pode não se muito grande, mas em conjunto com o filtro de partículas pode reduzir a força de maneira significativa. A longo prazo isso pode significar uma diminuição entre as revisões dos motores. Se o consumo aumenta, digamos 2%, isso também pode ser salgado a longo prazo. Num país como o nosso, onde as Forças Armadas operam à conta-gotas, isso é de grande importância.

Sendo assim, a instalação desses equipamentos só deve ocorrer em tempo de guerra, ou quando a FAB achar necessidade em seu uso durante treinamentos.

Quando as fotos dos Mi-35M apareceram SEM os supressores, houve um grande rebuliço na internet para saber se eles teriam ou não este equipamento.

A ideia foi justamente mostrar que não é um equipamento fixo. Se é melhor retirar e montar para cada situação ou voar o tempo todo com ele, a experiência nos dirá (experiência nossa e dos russos que ministraram os cursos para a FAB).

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