Fiquei alguns dias fora e deixei de publicar algumas notícias.
A principal é a nova concorrência para helicópteros da FAB. Depois daquela novela dos helicópteros russos no começo do ano, onde foi dada quase como que certa em vários jornais a compra de quarenta helicópteros russos (Mi-17 e Mi-35), apareceu realmente uma licitação com vários concorrentes. Boatos sobre isso já haviam aparecido há alguns dias em alguns jornais e sites, mas com informações desencontradas e sem detalhes. A notícia de agora parece bem mais consistente, mostrando quais são as empresas e os modelos oferecidos.
Para os helis de emprego geral, os concorrentes são o EH101 Merlin da AgustaWestland, o EC725 (a versão mais recente do Cougar) da Eurocopter e o Mi-17V da Rosoboronextport. Os concorrentes para helicópteros de ataque são o AW109LUH e o AW129 da AgustaWestland, o Tiger da Eurocopter e o Mi-35M da Rosoboronexport.
Não gosto daquelas comparações de Super Trunfo, tipo o helicóptero X leva 25 soldados e o Y leva 26, então é melhor. Isso gera discussões inúteis e intermináveis e a escolha das aeronaves é bem mais complexa que isso.
Mas podemos levantar alguns aspectos. A Eurocopter já tem uma fábrica no Brasil, o que facilita absurdamente a logística e manutenção. Tanto o Cougar como o Mi-17 são aeronaves consagradas, empregadas a décadas por diversos países com muito sucesso. E essas também são justamente as suas desvatagens: são aeronaves de concepção mais antiga. O Merlin já é bem mais recente, mais moderno, mas alguns usuários tiveram problemas de manutenção (ver a avaliação do Merlin no CSAR-X).
Ao contrário dos helicópteros de emprego geral, nos helicópteros de ataque temos quatro aeronaves bem diferentes entre si. Praticamente não dá para comparar uma com a outra. O Tiger é um helicóptero de última geração, que poderia ter como concorrentes diretos o Apache Longbow ou o Mi-28N e não estes que estão na concorrência. Isso o torna também o mais caro dos quatro. O AW129 Mangusta é a solução italiana para os helicópteros de ataque, mais leve que o Tiger. Acredito que teria como concorrente direto as versões mais recentes do Cobra. Eu, particularmente, gosto desse tipo de aeronave, menores e mais ágeis. Acho que se adaptam melhor às nossas missões (em termos de AvEx, não de FAB). O Mi-35 é a evolução do Mi-24, outro helicóptero consagrado e também já antigo. Eu não gosto do conceito dele, prefiro os helicópteros especializados; mas esse é um luxo ao qual nem sempre a gente pode se dar. Também acho que meio grandinho para as missões de reconhecimento e ataque. O caso que eu achei mais estranho é o tal do AW109LUH. De todos eles, seria o único que não é um helicóptero de ataque e sim um helicóptero de emprego geral adaptado. Também não me lembro agora de algum país que o use para esta função.
A notícia completa sobre a concorrência pode ser lida no Defesa@Net.
Leia também:
- Assinado acordo para compra de Mi-35 para FAB
- Mais quinze Black Hawks e quatro Mi-17 para o Exército Colombiano
- FAB: Ofertas Finais para os Helicópteros de Ataque Entregues


Malditos! Malditos!! Maaaldiiitooo!!!!!
Os anti-cristos comunista estão dominando nosso país enviando essas armas de satanás para o nosso solo. Maldito povo brasileiro que renega a Deus, se realmente temessem o deus único sairia do ócio em que esse país de prequiçosos inúteis vivem e iriam ao congresso enforcar todos aqueles que fizeram essa compra.
Mas deixsa estar! O juízo final tá chegando para eles!
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