O AATF está virando coisa de gente grande!

by PFF on 9 de novembro de 2007 · 2 comments

in Simulação e Jogos

Notícia no fórum da Shrapnel:

Leading Aerospace Company Boeing To Use Air Assault Task Force!
Realistic Real Time Strategy Game To Power Next-Gen AAR Software!

Boeing, the largest manufacturer of commercial and military aircraft in the world, has
commissioned noted modern warfare specialist ProSIM Company to create a custom
version of their latest title, Air Assault Task Force. The Boeing specific Air Assault Task
Force edition will be used as a hyper-realistic ground combat simulator in conjunction
with a intelligent tutor/after action review agent application that Boeing is developing.
The final product will “watch” a player as he games, providing recommendations as the
scenario is being played based on a knowledge base of tactical analysis tools. At the
completion of the scenario the application will then provide extended feedback and
suggestions for how the player’s performance can be improved.

Leia a notícia completa aqui.

E eu ajudei a desenvolver este jogo!

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Salve capitão Piffer! Quando vem a promoção para major [;)]?

Cada vez que recebo um e-mail seu, lembro que fiquei lhe devendo uns
jogos pelo menos umas três vezes. :(

Imagino que a Boeing enxergou aí um belo investimento, para quem sabe vende-lo para as forças armadas de algum país que consuma dos seus produtos aeronáuticos. MAS eu não considero que eles tenham feito uma boa escolha não. Tudo bem, que o game busca ser uma simulação hiper-realista das operações táticas aeromóveis, sendo um wargame bastante singular e ainda tendo por trás a experiência do Pat Proctor. No entanto, até que eles consigam transformar o AATF num software de adestramento intuitivo e que ainda por cima dê dicas tático-doutrinárias aos jogadores, acredito que eles terão que reescrever o código partindo do zero! E mesmo assim não tenho grandes esperanças com o resultado final que será obtido.

A questão toda é que considerei a engine do game bastante rudimentar, feia e pouco intuitiva. A turma da ProSIM pode saber muito de operações militares, mas seus programadores são péssimos [:)]!

A interface é realmente ruim de dar dó... Mas acho que a IA, o
real-time e o sistema de bancos de dados são excelentes. Não sei nada
de programação, mas acho que dá para trocar apenas a engine gráfica
dele e botar uns sonzinhos melhores (que conseguem ser piores que os
gráficos). Se chegasse num nível dos Close Combat, por exemplo, seria
excelente.

A questão de ser pouco intuitiva, eu realmente não vejo uma solução
fácil, por cada unidade pode receber missões bastante complexas e não
apenas ações táticas, como nos wargames mais simples.

Têm muitos wargames táticos que dão um banho nos ATFs da ProSIM, como por exemplo o nosso conhecido Flashpoint Germany, feito por uma equipe de apenas duas pessoas! Tenho acompanhado o progresso do desenvolvimento da nova versão e a coisa está ficando muito boa. Dê uma olhada: http://www.matrixgames.com/forums/tm.asp?m=1399532 . E coisa que os dois programadores do FG trabalham no game apenas nas horas vagas – apesar de muito bons, poucas pessoas reconheceram o valor deles, o que é uma pena.

Porém o FG teria a desvantagem de não ser em “tempo real”, apesar do sistema WEGO chegar muito próximo a isto. Também não tem a palavrinha “aeromóvel”, que é o que deve ter atraído a Boeing.

Em tempo real teria a série Airborne Assault, que é o Wargame mais revolucionário que já vi – porém ambientado na segunda guerra. Versões ambientadas nos conflitos atuais já estão sendo desenvolvidas, inclusive uma encomendada pelo Exército Australiano... http://cota.matrixgames.com/

Vou dar uma olhada nesse novo Flashpoint, que parece que ficou muito
legal. O COTA, eu já conhecia, apesar de nunca ter jogado...

Bem, já falei demais! Forte abraço!

Marcos Reis

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