O Frag 01/3919, de 12 de março de 2011: Vídeo promocional
Este vídeo já está disponível no Youtube desde outubro passado, mas apenas hoje foi “descoberto” e surgiu em diversos fóruns e blogs militares.
Nele podemos ver os diferenciais do Battlehawk para as versões anteriores de Black Hawks armados: a compatibilização com o míssil israelense Spike-ER, ao contrário do Hellfire das versões norte-americanas, e o canhão de 20 mm montado na barriga da aeronave.
Publicado originalmente em 14 de dezembro de 2009:
Há algum tempo perguntaram a um militar do 160º SOAR porque os Night Stalkers utilizavam Black Hawks armados e não um Apache, por exemplo.
Antes de responder, vamos voltar a um fenômeno da internet no Brasil: as teorias sobre o emprego do Mi-35M. A missão principal do 2º/8º GAv está disponível no site da FAB:
A sua principal missão é formar e treinar pilotos e tripulantes de helicópteros em diversas missões, mantendo o preparo técnico-profissional de suas equipagens, permitindo o cumprimento de missões na Tarefa Operacional de Superioridade Aérea: Interceptação, Ataque, Escolta, PAC (Patrulha Aérea de Combate) e demais missões da Tarefa Operacional de Apoio ao Combate.
Claro que os padrões de voo e as TTP serão novas, adaptadas à nova aeronave, mas a essência do Esquadrão permanece. A missão não é CSAR, não levar a PF para lá e para cá e nenhuma outra que a frenética imaginação coletiva da internet ajude a florescer. É claro que a unidade também pode cumprir outros tipos de missões secundárias, contudo este não é o foco do seu adestramento e tampouco são os requisitos da aeronave que está sendo utilizada.
Podemos ver que a missão do 2º/8º GAv exige um helicóptero que atira e não um que leva gente e também atira. A capacidade de transporte do Mi-35M é uma facilidade certamente bem-vinda, mas está longe de ser o foco.
Voltemos assim ao 160º SOAR. A pergunta foi feita num fórum e, antes do militar responder, pipocaram várias respostas (a criatividade da internet não é privilégio brasileiro). Quase todas elas davam conta da capacidade de transportar tropas e armas ao mesmo tempo.
A resposta foi a necessidade que os operadores especiais tinham necessidade de um grande volume de fogo (em detrimento da sofisticação e complexidade dos sistemas) e que o MH-60 DAP poderia transportar uma quantidade de armas e munição muito superior aos helicópteros de ataque.
Dentro deste conceito, foi criado o BattleHawk.
Armed Black Blawk (Foto: PRNewsFoto/Sikorsky Aircraft Corp.)
A partir de agora o BattleHawk deixa de ser um kit e será uma versão que já sairá de fábrica armada (acredito que o kit continuará existindo ainda). Ao invés de ser uma aeronave de emprego geral que pode ser armada, será o oposto: uma aeronave vocacionada para voar armada e que também tem uma capacidade de transporte. O diferencial não é a sofisticação dos sistemas e sim o que o piloto do 160º SOAR nos trouxe: a capacidade de levar mais armamentos que um helicóptero de ataque puro.
O BattleHawk vem realizando voos de teste desde setembro e, nas últimas semanas, realizou algumas demonstrações para clientes da Sikorsky num campo de provas em Israel, com lançamento de mísseis com guiagem a laser, guiagem eletro-ópticas, foguetes 70 mm guiados e tiros de canhão 20 mm.
Referência: DefPro | Armed BLACK HAWK Demonstrator Completes Test Program
-- Baixar "O voo do BattleHawk" como PDF --
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Fantastico post, acaba de vez com as lêndeas de internet Parabéns!
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