Esquadrão Poti despede-se do H-50 após 55 mil horas de voo

by PFF on 17 de dezembro de 2009 · 1 comment

in Aviação Militar

Esquadrão PotiSaiu hoje no site da FAB:

O Segundo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (2º/8º GAV) reuniu-se no dia 14 de dezembro 09 para prestar sua homenagem ao H-50 “Esquilo” que realizou seu voo de despedida nesta Unidade. A cerimônia contou com a presença do Major-Brigadeiro Louis Jackson Josuá Costa, Comandante do II COMAR, do Coronel Gilvan Chaves Coelho, Chefe do Estado-Maior da II FAE, dentre outras autoridades. A tropa formada pelo efetivo do 2º/8º GAV e pelos Esquadrões sediados na Base Aérea do Recife presenciou o último voo do FAB 8760 realizado por uma tripulação do Esquadrão Poti. Em 22 anos de serviço, totalizando aproximadamente 55 mil horas de voo o Esquilo foi o principal vetor do desenvolvimento doutrinário das missões de Ataque, Escolta, Patrulha Aérea de Combate e Interceptação na aviação de asas rotativas. Ao despedir-se do H-50, os guerreiros Potis já se preparam para dar as boas vindas ao AH-2 “Sabre”, o helicóptero de ataque recém adquirido pela FAB que irá voar pelos céus da Amazônia.

Com a chegada dos Mi-35M, eu não sei qual será o futuro dos Esquilos na FAB; se ficarão apenas nas funções de instrução ou se ainda haverá esquadrões operacionais com estas aeronaves.

Entre os países que utilizam a combinação de helicópteros leves e pesados, podemos citar os EUA (KiowaWarrior/Apache), a Inglaterra (Gazelle/Apache) e a França (Gazelle/Tigre).
Falando sob a ótica da aviação de Exército (não apenas do EB), um engano comum que vemos na internet é considerar que um helicóptero de ataque pesado – ou helicóptero de ataque “puro”, como se costuma chamar nos fóruns – exclui o helicóptero de ataque leve (ou helicóptero de escolta ou de reconhecimento, como queiram chamá-lo).

Na verdade, ambos (o leve e o pesado) podem cumprir todos os papéis, com restrições nesta ou naquela missão. Um ataque contra uma pesada formação blindada é uma missão típica de um helicóptero Apache ou Mi-28. Porém pode ser cumprida por um OH-58 ou um Fennec armados com quatro mísseis. Exigirá um número maior de helicópteros e uma maior exposição ao risco devido a vulnerabilidade das aeronaves. Por outro lado, um reconhecimento em um terreno bastante movimentado pode ser cumprido de maneira bem mais eficaz por aeronaves menores e mais ágeis do que por um helicóptero de ataque pesado, que faz muito mais barulho, não consegue voar tão baixo e não ocupa um P Obs sem agitar ou derrubar a vegetação ao redor e levantar muita poeira.

Mesmo que o Exército Brasileiro venha a adquirir aeronaves de ataques pesadas, certamente os Fennecs não perderão seu emprego tão cedo.

Referência: 2º/8º GAv, via Portal FAB – este link está quebrado (talvez para alguma atualização), mas a notícia pode ser recuperada no cache do Google.


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Oficial do Exército Brasileiro, piloto e editor do site Voo Tático

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Grande esquadrão Poti!! Tive o privilégio de servir nesta unidade por 14 anos. Muitas alegrias e tristezas vivi com excelentes colegas e grandes chefes!! Aprendi muito lá! Ou melhor, lá foi a escola e, tive a sorte de ter excelentes professores! Particularmente falando do AS350B, ou o nosso velho de guerra, H-50, posso dizer que é o melhor helicóptero de se trabalhar, baseado no ponto de vista da manutenção: tudo muito simples e nada complexo!! Acredito que a FAB usa quase 200% de sua capacidade e operação!Como coloco a frase chave do meu informativo " A Rosca" : "all helicopters should be picked up like an old lad." Infelizmente nem sempre trataram tão delicadamente esta máquina, mas ela provou e ainda prova que aguenta "muito rojão". Grato a todos! SO Martins- insp. mnt. São josé dos Campos-SP

Grande esquadrão Poti!! Tive o privilégio de servir nesta unidade por 14 anos. Muitas alegrias e tristezas vivi com excelentes colegas e grandes chefes!! Aprendi muito lá! Ou melhor, lá foi a escola e, tive a sorte de ter excelentes professores!
Particularmente falando do AS350B, ou o nosso velho de guerra, H-50, posso dizer que é o melhor helicóptero de se trabalhar, baseado no ponto de vista da manutenção: tudo muito simples e nada complexo!!
Acredito que a FAB usa quase 200% de sua capacidade e operação!Como coloco a frase chave do meu informativo " A Rosca" : "all helicopters should be picked up like an old lad." Infelizmente nem sempre trataram tão delicadamente esta máquina, mas ela provou e ainda prova que aguenta "muito rojão".
Grato a todos!
SO Martins- insp. mnt.
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