Os Chinooks são o alvo prioritário da insurgência, tanto no Iraque (agora já bem mais calmo) quanto no Afeganistão (onde a situação parece que se agrava dia a dia). Derrubar um CH-47 significa matar mais inimigos do que em qualquer outro helicóptero que voa nas regiões em conflito.
O sistema AN/ALQ-212 ATIRCM/CMWS, desenvolvido pela BAE Systems, foi instalado em uma companhia completa de helicópteros CH-47D Chinook (13 aeronaves), desdobrada no Afeganistão. Este sistema inclui o CMWS e emprega um laser infravermelho como MAE que visa confundir e desviar o seeker do míssil.
Foi reportado no Ares que um Chinook equipado com este sistema conseguiu escapar de um ataque múltiplo de mísseis há algumas semanas, provavelmente no Iraque.
Notem que embora a BAE Systems afirme que o sistema é capaz de identificar o míssil lançado e modular o laser para jammeá-lo, os militares são mais conservadores: dizem que o sistema é eficaz contra o SA-16 (Igla 9K310) e que nenhum SA-18 (Igla 9K38) foi visto no TO.
Referências:
Leia também:
- Tópico do fórum: Sistemas de guiagem de mísseis (atualizado)
- O efeito das DIRCM sobre os mísseis guiados por infravermelho
- O emprego de balões cativos no Afeganistão


É interessante verificar porque aviões não usam esse tipo de contramedida. O vulnerabilidade dos helicópteros está sobretudo em sua baixa velocidade, o que dificultaria aos mesmos se afastarem do flare para que o envelope de fragmentação do míssil não os atingisse. Por isso que o ATIRCM se torna tão importante para os mesmos. Outro helicóptero que vem utilizando esse sistema é o Merlin do Reino Unido.
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