95% de disponibilidade dos Tigers no Afeganistão

by PFF on 15 de janeiro de 2010 · 4 comments

in Aviação Militar

Claro que temos que dar um desconto pois as aeronaves são novinhas e estão apenas no início das operações.

A notícia foi publicada originalmente pelo Grupo Safran e traduzida pelo blogue Cavok:

Desde o dia 10 de agosto de 2009, três helicópteros de combate Tiger, do Exército da França, destacados em Kabul, no Afeganistão, tem participado em missões operacionais de combate com um nível de 95% de disponibilidade.

Após chegarem ao Afeganistão em julho de 2009, os três helicópteros do 5º Regimento de Helicópteros de Combate, de Pau, foram todos submetidos a testes de certificação de disparo real com os canhões. Esses testes foram completados com sucesso, e os helicópteros Tiger e suas tripulações receberam a “capacidade operacional plena”, autorizando eles para servirem como parte da ISAF (International Security Assistance Force), a força de apoio a segurança internacional.

Atualmente eles fazem parte da “Musketeer Task Force” a qual compreende 11 helicópteros da França deslocados no aeroporto de Kabul (três EC725 Caracals, dois AS 532 Cougars, três SA 342 Gazelles e três EC 665 Tigers).

Os helicópteros Tiger voam cerca de 30 horas por mês apoiando as forças francesas e a ISAF. As aeronaves e suas tripulações também permanecem em alerta dia e noite, prontos para entrarem em ação num curto período de tempo, atendendo todos tipos de missões: reconhecimento, escolta armada, apoio aéreo, etc. Os primeiros cinco meses de operação demonstraram que os helicópteros são altamente confiáveis, que seus motores são capazes de operar nas condições de voo mais extremas e que seus sistemas de armas estão bem adequados para os requerimentos operacionais.

Dependendo da situação, os helicópteros Tiger podem voar em altas altitudes ou num perfil de voo de combate tático, com o intuito de evitar pequenas armas de fogo enquanto se beneficia de uma visão precisa do ambiente de combate, graças ao poder dos visores Strix desenvolvidos pela Sagem (grupo Safran). As tripulações também estão impressionadas pelos vários canais complementares de imagens térmicas , de TV e ópticas.

Os motores – duas turbinas MTR 390 (MTU / Rolls-Royce / Turbomeca – Grupo Safran) – estão aptas para operar na árida região de combate. Apesar da alta altitude do aeroporto de Kabul (1.800 m) e das altas temperaturas que excedem os 35°C no verão, os helicópteros Tiger podem operar sempre com seu peso máximo de decolagem de 6,4 toneladas para missões de até três horas de duração.

Desde que chegaram no teatro de operações do Afeganistão os helicópteros Tiger tem mantido um nível de disponibilidade de cerca de 95%: uma estatística notável para uma aeronave relativamente nova.


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Oficial do Exército Brasileiro, piloto e editor do site Voo Tático

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Mas é um baita helicóptero tambem. A França ao que parece tem feito um ótimo trabalho lá sobretudo se tratando de operações aéreas.

Engraçado é que para apoiar estes três Helicópteros, é necessario deslocar uma quantidade de pessosal e equipamento consideravel, então não creio que seja barato, mesmo apenas três aeronaves.

Eles não tem apenas os três Tigres por lá e muito da estrutura de manutenção deve ser comum para os demais modelos. Com certeza, porém, os Tigres têm os sistemas mais avançados e necessitam de um cuidado mais atento. Não sei o efetivo que os franceses mantêm por lá. Eu lembro que há uns três anos, a Austrália mantinha 100 homens para operar quatro Chinooks no Afeganistão. Praticamente toda a estrutura de comando e de manutenção da unidade estava desdobrada. Se as demais aeronaves do Esquadrão fossem também para o Afeganistão, faltariam apenas as tripulações.

Mas é um baita helicóptero tambem. A França ao que parece tem feito um ótimo trabalho lá sobretudo se tratando de operações aéreas.

Engraçado é que para apoiar estes três Helicópteros, é necessario deslocar uma quantidade de pessosal e equipamento consideravel, então não creio que seja barato, mesmo apenas três aeronaves.

Eles não tem apenas os três Tigres por lá e muito da estrutura de manutenção deve ser comum para os demais modelos. Com certeza, porém, os Tigres têm os sistemas mais avançados e necessitam de um cuidado mais atento.

Não sei o efetivo que os franceses mantêm por lá. Eu lembro que há uns três anos, a Austrália mantinha 100 homens para operar quatro Chinooks no Afeganistão. Praticamente toda a estrutura de comando e de manutenção da unidade estava desdobrada. Se as demais aeronaves do Esquadrão fossem também para o Afeganistão, faltariam apenas as tripulações.

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