Cumprindo minha promessa sobre esse assunto, vou descrever aqui a diferença entre o apoio prestado por aviões da força aérea e por helicópteros de ataque do Exército na doutrina norte-americana.
Na doutrina norte-americana, o Close Combat Attack (CCA) é o ataque realizado por helicópteros da Aviação do Exército contra um inimigo em contato com a tropa amiga.
Para um observador incauto, essa ação não tem diferença nenhuma para a missão de Close Air Support (CAS) ou missão de cobertura, como é chamada por essas bandas. E, para quem está na ponta da linha, recebendo o apoio, as diferenças são realmente bem pequenas.
Eu termos de planejamento, porém, as duas missões são bastante distintas. Sem entrar em grandes elucubrações doutrinárias e em relações de comando, no Close Air Support (CAS) realizado por aeronaves de asa fixa da força aérea, o TACP controla a aeronave e a conduz até o alvo.
No Close Combat Attack, a força de superfície – não necessariamente uma TACP – transmite ao comandante da Força de Helicópteros (F He) as informações essenciais sobre o inimigo e a posição das forças amigas. Essas informações já significam que a F He está liberada para atacar.
Baseado nessas informações, o comandante do helicópteros ratifica e retifica seu planejamento antes de realizar o ataque. O comandante da Força de Helicópteros mantém o tempo todo a sua liberdade de manobra e decide como irá atacar.
Para quem está na ponta da linha, a diferença prática é o briefing. No CAS, é realizado um briefing mais detalhado, conhecido por 9-line Briefing: Do not transmit line numbers. Units of measure are standard unless briefed. Lines 4, 6, and restrictions are mandatory readback (*). JTAC may request additional readback. JTAC: “__________________, this is ______________________” 1. IP/BP: “____________________________________________” 2. Heading: ”___________________________________________” 3. Distance: “__________________________________________” 4*. Target Elevation: “___________________________________” 5. Target Description: “__________________________________” 6*. Target Location: “____________________________________” 7. Type Mark: “_____________” Code: “_____________________” 8. Location of Friendlies: “________________________________” 9. “Egress: ____________________________________________” Note: When identifying position coordinates for joint operations, include map data. Grid coordinates must include 100,000 meter grid identification.
Close Air Support 9-Line Briefing
(Aircraft Call Sign) (JTAC Call Sign)
“Type _______________ (1, 2, or 3) Control”
(Degrees Magnetic, IP/BP-to-Target)
Offset: “____________________________________________”
(Left / Right, when required)
(IP-to-target in nautical miles, BP-to-target in meters)
(In feet MSL)
(Lat/Long or grid to include map datum or offsets or visual)
(WP, Laser, IR, Beacon) (Actual Laser Code)
(From target, cardinal direction and distance in meters)
Position marked by: “__________________________________”
Remarks (as appropriate): “_______________________________”
(Restrictions*, Ordnance delivery, threats, final attack heading, hazards, ACAs, weather, target information, SEAD, LTL/GTL [degrees magnetic], night vision, danger close [with commander’s initials])
Time on Target: “_________________________” or Time to Target: “__________________________”
“Standby _________ plus _____________, ready, ready, HACK”
(minutes) (seconds)
No CCA, as decisões são tomadas pelo comandante da Força de Helicópteros, que já tem uma ideia bastante nítida do que irá realizar. Assim, as informações transmitidas pela tropa de terra são mais simples: 1. Observer / Warning Order 2. Friendly Location / Mark 3. Target Location 4. Target Description / Mark 5. Remarks (Threats, Danger Close Clearance, Restriction, At My Command, AS REQUIRED:
Close Combat Attack Briefing – Ground to Air (5-Line)
“_______________, this is ______________, Fire Mission, Over”
(Aircraft Call Sign) (Observer Call Sign)
“My position _____________, marked by ___________________”
(TRP, Grid, etc) (Strobe, Beacon, IR Strobe, etc.)
“Target Location _______________________________________”
(Bearing [magnetic] and Range [meters], TRP, Grid, etc.)
“____________________, marked by ______________________”
(Target Description) (IR Pointer, Tracer, etc.)
etc.) “Over”
1. Clearance: Transmission of the 5-Line CCA Brief is clearance to fire (unless danger close.) For closer fire, the observer/commander must accept responsibility for increased risk. State “Cleared Danger Close” in line 5. This clearance may be preplanned.
2. At My Command: For positive control of the aircraft, state “At My Command” on line 5. The aircraft will call “Ready for Fire” when ready.
Vale lembrar que tudo isso que foi falado se refere à doutrina norte-americana. Outros países podem apresentar ideias bem diferentes.
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Sobre o assunto Close Combat Attack sugiro que todos assistam os vídeos disponíveis em http://collateralmurder.com/ pois mostra o quanto pode ser complicado realizar esse tipo de missão em ambiente urbano quando não houver regras de engajamento muito bem definidas.
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