O Ten Cel Cominato escreveu um excelente artigo comparando as possibilidades do UH-1H da FAB com o AS356K do Exército. São aeronaves de concepções totalmente distintas, de gerações tecnológicas também distintas, mas que apresentam peso vazio e capacidades de carga bastante semelhantes, motivando a comparação.
A tabela abaixo, extraída do site do Ten Cel Cominato, mostra que, nos “números frios”, o Pantera é melhor em praticamente tudo, o que é natural sendo uma aeronave mais nova. Em outros aspectos, porém, acaba não sendo tão adequada – como, por exemplo, na posição do rotor de cauda:
|
HM-1 Pantera |
H-1H Agazão |
|
| Peso básico / “vazio” (kg) |
2450 |
2545 |
| Peso bruto máximo / totalmente carregado até o limite estrutural (kg) |
4250 |
4318 |
| Combustível com tanques internos cheios (kg) |
856 |
636 |
| Tripulação – 2 pilotos / 2 tripulantes e equipamentos diversos (kg) |
470 |
|
| Disponibilidade de carregamento até o limite estrutural (kg) |
474 |
667 |
| Velocidade –VA (kt) |
135 |
85 |
| Autonomia em baixa altitude (h) |
3,5 |
2,4 |
| Alcance em baixa altitude (NM) |
472 |
198 |
| Raio de ação com 30 min de missão + 30 min de reserva (NM) |
168 |
56 |
| Tempo para cumprir missão a 75 NM da base, com 30 min sobre o objetivo (h) |
1,5 |
2,25 |
Leiam o artigo. Vale a pena conhecer a experiência de quem conheceu as duas máquinas.
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Caro Wellington Goes, eis uma boa pergunta! Os primeiros UH-1 da FAB chegaram em 1967. Na época, eram a primeira linha da aviação de combate, usados maciçamente pelos próprios americanos no Vietnã. Desde então, por cerca de 20 anos eles se constituiram na "espinha dorsal" da Aviação de Asas Rotativas da FAB, ao lado dos velhos H-13. Em meados dos anos 80, chegam os "franceses" (Puma, Super Puma, Esquilos Mono e Biturbina), uma compra "de governo", já que desde aquela época a FAB buscava os Black Hawk. Passaram-se outros 15 anos para que fossem adquiridos os primeiros Black Hwk da FAB. Apesar das virtudes dos "franceses", algumas de suas características, tanto operacionais como de manutenção e logística, além do próprio contexto quando da sua aquisição para a FAB, construiram um certo preconceito e até aversão a eles, principalmente pelos que não os voaram (que eram a maioria dos fabeanos, naquela época). Quando eu tive a oportunidade de voar o Pantera, fiz um relatório sobre suas características e potencialidades para emprego na FAB, considerando-os excelentes para as missões de Alerta-SAR que a FAB realiza o ano todo, contudo, esbarrou na visão distorcida dos "franceses". Hoje, estamos diante da aquisição do EC-725, excelentes "franceses"! Novamente, uma compra "de governo", fruto mais das necessidades do pré-sal do que das Forças Armadas, já que a FAB continuou buscando os Black Hawk, que chegam este ano para operarem no 5°/8° GAV (Santa Maria-RS). Note que até a Marinha adquiriu os Sea Hawk recentemente. Contudo, não se engane: mesmo que o equipamento não seja exatamente o que se queria, seus operadores sempre mostraram uma inegável capacidade de extrair deles o máximo de suas virtudes, cumprindo a missão sempre com segurança e entusiasmo. Aos rotores...o Sabre!
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