Desde que apareceu em Rambo II, nenhum helicóptero foi tão aclamado como o Mi-24 (o que apareceu no filme era um Puma com asas e não um Mi-24 real).
O projeto original, quando ainda se desenvolvia um doutrina de operações aeromóveis, vislumbrava um helicóptero pesadamente armado e que ainda levava oito soldados equipados.
O tempo e, principalmente, o teatro no qual ele veio a operar mostraram diversas deficiências no projeto e no conceito.
O problema do projeto era que os motores não tinham potência suficiente para levar toda a carga de armamento e os soldados ao mesmo tempo. O ar rarefeito das montanhas afegãs expôs mais ainda essa característica. Os ataques tinham que ser realizados em alta velocidade, com perfis semelhantes – guardadas as devidas proporções – aos dos Su-25. Dessa maneira, as vantagens que o helicóptero tem sobre o avião acabavam não sendo aproveitadas. Com o tempo (e com os mísseis Stinger americanos), os pilotos russos passaram a realizar ataques em stand-off, no alcance máximo das armas, diminuindo a precisão e eficácia dos mesmos.
O conceito de levar armas e soldados na mesma aeronave também não sobreviveu ao Afeganistão. O que se viu lá (e também no Vietnã) e que perdura até hoje é que deve haver uma aeronave de manobra e outra de escolta.
Logo após o conflito no Afeganistão, os russos passaram a desenvolver helicópteros puramente de reconhecimento e ataque que resultaram no Mil Mi-28 e no Kamov Ka-50. Apesar de tudo isso, o Mi-24 certamente tem seus méritos, tanto que voa até hoje e já tem um filho, o Mil Mi-35.
A seguir, dois vídeos que encontrei hoje. O primeiro (foi postado pelo Eduardo Albertino no fórum da Aerovirtual) é muito bom e mostra algumas outras aeronaves além do Hind.
Este último vídeo mostra os Mi-24 realizando um ataque em stand-off. Note que praticamente não se consegue distinguir o alvo.
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