As quatro letras acima são uma expressão do meu comandante que significam Ver, Entender, Atuar e Impactar e bem define o nosso papel, o que devemos fazer durante o combate. Isso se aplica também à discussão do momento (pelo menos aqui do meu blog), relativo aos helicópteros de ataque que a FAB deve comprar.
As plataformas despertam nossas discussões apaixonadas, mas não faz a mínima diferença se vamos voar no Mi-35 ou no Mangusta. São ambos excelentes helicópteros que foram selecionados como finalistas da concorrência da FAB.
O que interessa realmente é se vamos comprar os mísseis Shturm, se escolhermos os Mi-35? Ou se vamos comprar o HOT, Hellfire, TOW se escolhermos o Mangusta? Ou vamos esperar o MSS-1.2 ser compatibilizado para qualquer um dos dois?
Vamos compatibilizar qualquer um dos dois para os foguetes brasileiros Skyfire ou SBAT-70 ou vamos ter que comprar foguetes Hydra, FZ ou algum daqueles russos com 20 calibres diferentes?
Eu tenho minhas preferências pessoais (muito mais subjetivas que técnicas), como todos que se interessam pelo assunto têm, mas a plataforma que atira não importa (ou importa pouco). E ter um helicóptero da ataque de última geração sem armas apropriadas não é a melhor escolha. O que realmente importa é como vamos impactar o inimigo. A FAB, com certeza, está estudando isso.


O encadeamento lógico das idéias, de minha parte se deu, da seguinte forma :
--- Eurocopter ofereceu a fabricação do EC725 no Brasil.
--- Rosoboronexport estuda também a instalação de uma unidade de fabricação de helicópteros multiuso no Brasil, entendo ser os Mi-17-1.
Bem, Eurocopter e Rosoboronexport estão na disputa para colocar no Brasil um helicóptero medio multiuso.
Contudo, o Mi-38 que é um projeto da Euromil [Euromil é uma joint-venture da empresa Eurocopter, Mil Moscou Helicopter Plant e Kazan Helicopter Plant.], é um helicóptero médio multiuso, só que novo, e, segundo a Kazan, estará operacional em 2012.
Até lá, só para dar início, alguns Mi-17-1 atenderia.
Imagino ser melhor para o Brasil, obter e fabricar, um progeto mais novo de helicóptero, devido a maior vida útil deste projeto em relação aos EC725 e Mi-17-1.
E, tanto a Eurocopter, como a Rosoboronexport sairíam ganhando, especialmente a Euromil.
De fato, o Mi-38 será o substituto natural de todas as células dos Mi-17-1 e Mi-8 existentes hoje, creio eu , e talvez, até de alguns EC725.
Se não estou enganado, o Mi-38 neste momento entra como uma luva nas necessidades do Brasil e das Forças Armadas Brasileiras, e se não me é falha as informações, nas forças armadas na America Latina - Argentina - Chile - Venezuela - Colombia - Equador - Peru.
E, já existe boatos de estudos sendo feito para uma versão com motores mais potentes Klimov, podendo movimentar entre 16500 kg 18000 kg. S
http://airway.uol.com.br/site/noticia/not1694_70.a...
O problema, konner, é que temos vários "se" nesse negócio.
Eu não acredito que o Brasil compraria um helicóptero agora para ser substituído daqui a quatro anos. A aeronave que for comprada agora (principalmente nas quantidades que estão sendo divulgadas) irão voar nos próximos 20 ou 30 anos.
A fábrica da Eurocopter/Helibrás já existe no Brasil, com um longo histórico de relacionamento com as FA, e tem uma proposta firme de ampliação. Os russos querem montar uma fábrica de blindados policiais no Sul e disseram que também tem interesse em talvez abrir uma linha de helicópteros médios também. Tem uma diferença grande.
O Mi-38 parece um projeto interessante. Mas quase todos os países europeus acabaram de optar pelo NH90, EH101 e EC725 (que foram fabricados para atender aos requisitos da OTAN). Acho que, ao menos inicialmente, ele terá um mercado um pouco mais restrito. E atender perfeitamente a países sem dinheiro e sem histórico de grandes investimentos em defesa não é muito promissor.
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