As táticas dos OH-58D em combate

by PFF on 15 de abril de 2010 · 7 comments

in Operações e Análises

Os Kiowa Warrior são conhecidos por usar TTP pouco ortodoxos nos conflitos mais recentes, fruto da necessidade de voar muito baixo, muito próximos ao inimigo, numa aeronave praticamente sem proteção alguma, exceto a blindagem nos bancos.

Normalmente voam sem as portas e o 2P (piloto da cadeira da esquerda) usa o seu fuzil M4 para complementar o poder de fogo da aeronave, como pode ser visto no vídeo abaixo e em diversos outros que já apareceram aqui no Voo Tático.

Ontem, o Starbuck deixou um comentário citando que já ocorreram situações de o helicóptero, ao não conseguir fazer contato com a força de superfície, fazer um pairado sobre a tropa e lançar um bilhete dentro de uma garrafa d’água vazia com a frequência correta.

Problemas antigos, soluções antigas.

Leia também:

About

Post comment as twitter logo facebook logo
Sort: Newest | Oldest

Tenho um velho livro sobre operações com helicóptero no Vietnã (http://www.amazon.com/Hunter-Killer-Squadron-Aero-...) que mostra que essas táticas pouco ortodoxas são bem antigas. Em 1966/68 os americanos usavam dois H-13 ("White Teams"), um voando a 6ft sobre o terreno escoltado por outro 200ft acima, caçando vietcongs em missões chamadas "Hunter-Killer". O piloto ficava na esquerda, provavelmente para o artilheiro não atrapalhar o uso do coletivo; tinha que controlar manualmente a rotação e ainda usava um Smith&Wesson .38 ou uma Colt .45. O artilheiro na direita tinha um M-16 ou uma M-60, dezenas de pentes extras e granadas de fragmentação, de fumaça e de fósforo branco. Empregavam ainda outra M-60 presa no esqui, sendo que o piloto usava uma marcação a lápis na bolha como mira. Selva!!!

Eu tenho esse livro! Na verdade, tinha - emprestei-o e nunca mais o vi.

Essa técnica de fazer a marcação no para-brisa perdura até hoje nos Kiowa. Os visores de tiro deles não eram compatíveis com o NVG e acabaram sendo retirados por ocasião da invasão do Iraque. O piloto faz sua visada de combate e marca no plexiglass o ponto de impacto com uma caneta de retroprojetor.

"Empetecar" o Esquilo, mais ou menos com a mesma configuração dele não está dentro do planejamento no EB?

Se o EB por ventura, quem sabe um dia, adotar o Hind como heli de ataque, não seria uma boa dupla ?

Um pouco de off..
Eu escutei uma AFA esta semana que estão querendo "groundear" os Esquilos da PMSP também, tem algo do tipo por aí ?

Quanto ao upgrade, dê uma olhada neste tópico aqui: http://vootatico.com.br/archives/907

O Piffer, morreu aquele esquema de substituir o 206 por uma variante do 407 ? Outro dia eu estava vendo uma turma recebendo um ground school dele e fiquei ainda mais impressionado com aquele pequeno heli.

Era o ARH70, que acabou não indo pra frente.

Eu tinha a ideia de que a concorrência nem tinha ido pra frente, mas o Maurício R. ( http://vootatico.com.br/archives/5031 ) disse que ele foi aprovado, mas foi cancelado por ocasião da compra. Em todo caso, o US Army continua investindo pesado no OH-58D.

Trackbacks

  1. [...] This post was mentioned on Twitter by Voo Tático. Voo Tático said: [Alerta de Artigo] Mais sobre as operações dos OH-58D em combate http://bit.ly/beC8fJ [...]

Previous post:

Next post: