Em abril, foi realizada a retomada de um navio alemão MS Taipan, sequestrado por piratas na costa da Somália. A tropa que realizou a retomada faz parte dos Fuzileiros Navais holandeses. De maneira geral, os fuzileiros navais realizam as operações anfíbias e, na maioria dos países, a tropa que realiza esse tipo de resgate pertence à Marinha (ou especificamente à Armada, quando os fuzileiros navais são subordinados à Marinha, como no Brasil).
Desembarque de Fuzileiros Navais holandeses no MS Taipan (Foto: AFP)
Nessa sexta-feira, foi divulgado pelo Ministério da Defesa holandês o vídeo da operação de retomada. Ressalto aqui a excelente qualidade da filmagem; parece até um vídeo promocional e não uma operação real. Bem diferente do que foi visto no resgate de Jerzy Kos, há seis anos.
Podemos ver algumas coisas interessantes:
O espaço interno do Lynx não é amplo e (no caso dessa operação) a solução de usar o armamento lateral e o lançamento do fast rope pela mesma porta não é tão comum. Isso deixa um péssimo ângulo para o atirador e sem ninguém para lançar a tropa pelo fast rope. Claro que nas operações navais, temos a limitação da embarcação; nem todas podem operar um helicóptero maior, e a família Lynx/Super Lynx se mostra como uma opção muito boa nesses casos, mesmo com a limitação do espaço interno.
Há poucos dias, a Marinha do Brasil realizou um exercício bastante semelhante, durante a Operação Joint Warrior 101:
Referências:
- Beelden bevrijdingsactie koopvaardijschip Taipan vrijgegeven (video)
- Joint Warrior 101 – Mergulhadores de Combate Prontos para operar em conflitos de Quarta Geração
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