Publicado originalmente em 07 de julho de 2010:
Este não é o assunto principal deste blogue, mas é sempre bom dar uma olhada no que os outros exércitos estão pensando e fazendo. Por mais birra que muita gente tenha contra os EUA, certamente ele é uma excelente referência, por dois motivos principais:
- O exército desse país está em combate o tempo todo;
- É o país que mais divulga seu material doutrinário (manuais e instruções) e também suas análises e descrições das operações.
O Defense News publicou hoje um artigo sobre a nova concepção doutrinária do Exército americano, que deverá ser publicada ainda este ano e servirá como base para o emprego do Exército de 2016 a 2028.
Alguns tópicos interessantes, que merecem ser ressaltados:
- Diferentemente da doutrina anterior, o documento não coloca a melhora da tecnologia como uma maneira de capacitar o Exército a vencer a guerra mais rapidamente;
- O conceito de Intelligence, Surveillance and Reconnaissance (ISR) foi praticamente abandonado no nível tático e cada uma dessas missões – inteligência em combate, vigilância e reconhecimento – teve suas peculiaridades diferenciadas.
- As operações do Exército foram divididas, basicamente em dois tipos: operações de armas combinadas e operações de segurança
- Foram incluídas também as operações de defesa civil, ajuda humanitária, segurança cibernética, entre outras.
Mais detalhes podem ser vistos diretamente no artigo da Defense News.
Referência: Draft of U.S. Army Ops Concept Continues Break From Past Doctrine
O Frag 01/5521, de 19 de agosto de 2010: O documento completo
Baixem o manual aqui: The 2016-2028 Army Operating Concept
O Exército americano publicou hoje a versão final do documento que havia sido anunciado há dois meses. O anúncio foi feito pelo DefenseNews.
Não li o documento (e provavelmente não irei lê-lo inteiro). Mas é sempre bom como fonte de consulta.
Leia também:
- Helicóptero americano cai no Afeganistão
- O Simpósio de VANT na Aviação do Exército americano (atualizado)
- Modernização da Aviação do Exército dos EUA


Expor diretrizes permite a valiosa contribuição da crítica externa, vinda de fornecedores e parceiros no desafio de inconsistências e melhoria continua. Tais críticas não têm limitações políticas, doutrinárias ou de hierarquia e disciplina.
Isto diferencia as forças armadas dos Estados Unidos de bancos e outras corporações, incluindo militares, que tem se mostrado um poço de pouca inteligência no diz respeito a gerar aprendizado e valor ao compartilhar informações.
O poder no mundo globalizado, cada vez mais tem se conquistado pelo domínio da dimensão simbólica. Exercer poder no contexto atual exige superioridade de conhecimento e não de força ou informação.
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