Mais sobre brownout

by PFF on 19 de julho de 2010 · 5 comments

in Operações e Análises

O brownout é a perda das referências visuais pela tripulação de uma aeronave por ter entrado em uma nuvem de areia. Este é um dos principais contribuintes para acidentes com helicópteros em operações em ambiente desértico.

Por ser um fato recorrente, eu já falei desse assunto algumas vezes aqui no Voo Tático.

MV-22 Osprey

MV-22 Osprey pousando em brown-out (Foto: Gunnery Sgt. Steven Williams)

No dia de hoje, saiu uma nota no site da ISAF (que foi republicada na página do Facebook da ISAF) sobre o pouso dos MV-22 Osprey dos Marines em condições de brownout. Na verdade, em praticamente todos os pousos naquela região, fora das bases aéreas, ocorre a nuvem de areia.

O que eu queria destacar nessa nota é o comentário que o Will Harrer deixou lá no Facebook:

[...] helicopters are equipped with “nearness indicators” but we call them radar altimeters. With the amount of dust that’s kicked up by a helicopter landing it starts giving inaccurate readings sometimes as high as 75-100 Ft above ground level.

Aqui no Brasil, esse efeito de brownout ocorre principalmente na região da caatinga. Como é de se esperar, a quantidade de areia é bem menor que no deserto e esse efeito não aparece (pelo menos não a ponto de deixar o instrumento não-confiável).


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Oficial do Exército Brasileiro, piloto e editor do site Voo Tático

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I practiced a few brown-out landings in the US on dusty LZs (at Fort Bragg), but nothing prepared me for the complexities in Kuwait, with a featureless desert under NVGs. It is very difficult to gauge your altitude, based on visual references, as the ground is so featureless. I remember the tailwheel hitting the ground when I thought I had considerably more altitude. Most dust landing resemble roll-on landings. Dusty LZs are not the place to practice gentle landings, or else you'll find yourself doing a go-around.

Pode ocorrer também o white out que é o efeito semelhante porém na neve. Para o pouso eles tem recomendado a arremetida caso ocorra a perda de referências com o solo. Um pairado a 100ft, se a situação tática permitir, também ajuda muito. Para a decolagem com PA é só aplicar coletivo e esperar que o pedal se ajuste.

As materias e comentários aqui são exelentes e nivel muito técnico. Parabéns! Alias todo o site é fantástico.

I practiced a few brown-out landings in the US on dusty LZs (at Fort Bragg), but nothing prepared me for the complexities in Kuwait, with a featureless desert under NVGs.

It is very difficult to gauge your altitude, based on visual references, as the ground is so featureless. I remember the tailwheel hitting the ground when I thought I had considerably more altitude.

Most dust landing resemble roll-on landings. Dusty LZs are not the place to practice gentle landings, or else you'll find yourself doing a go-around.

Pode ocorrer também o white out que é o efeito semelhante porém na neve.
Para o pouso eles tem recomendado a arremetida caso ocorra a perda de referências com o solo. Um pairado a 100ft, se a situação tática permitir, também ajuda muito.
Para a decolagem com PA é só aplicar coletivo e esperar que o pedal se ajuste.

As materias e comentários aqui são exelentes e nivel muito técnico. Parabéns!
Alias todo o site é fantástico.

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  1. RT @vootatico: [Alerta de Artigo] Mais sobre #brownout http://goo.gl/fb/7O7Hc #operaçõeseanálises #afeganistão #eua #isaf #mv22

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