Mais algumas considerações sobre o combate em localidade

by PFF on 4 de agosto de 2010 · 1 comment

in Operações e Análises

AH-64 Apache

Helicópteros AH-64 Apache do Exército Americano sobre Bagdá

Ainda na esteira do artigo de ontem, o DID também trouxe algumas considerações interessantes sobre o emprego de helicópteros em áreas urbanas.

Durante muito tempo se considerou apenas que os helicópteros estavam seguros voando baixo e em alta velocidade – usando as técnicas comuns de pilotagem tática. Mas o combate de hoje não é o mesmo que o de vinte anos atrás e cada vez mais o tipo de voo será definido pelos fatores de decisão (missão, inimigo, terreno, meios e tempo).

Num ambiente urbano, o voo mais baixo nem sempre será o mais seguro. Um exemplo é a Operação Iraq Freedom (a segunda invasão americana ao Iraque, ocorrida em 2003). Nos primeiros três meses da campanha, doze helicópteros foram abatidos, todos abaixo de 400 ft de altura.

O artigo nos traz os seguintes parâmetros de segurança:

  • 500 ft para livrar fios, antenas e torres de alta tensão;
  • 1500 ft para ficar fora do alcance de RPG;
  • 3000 ft para ficar fora do alcance de fuzis e metralhadoras.

Baseados em parâmetros como esses – mas não necessariamente com esses valores -, cada força desenvolve perfis específicos de voo, técnicas táticas e procedimentos (TTP), que atendam às necessidades das suas operações.

Como eu já havia falado aqui, o voo noturno com sistema de visão noturna, oferece uma segurança inestimável contra um inimigo que não disponha deste tipo de equipamento.

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A navegação altante, acima de 500ft, podendo chegar até 5000ft, pode ser uma ótima solução desde que não existe inimigo Ar-Ar ou Anti Aérea com alcance superior. Capítulo a parte é a descida e subida quando existem pequenas armas e RPG próximos ao objetivo.

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