A Força Aérea Sul-Africana irá receber seus Rooivalk (atualizado)

by PFF on 3 de abril de 2011 · 4 comments

in Aviação Militar

O Frag 02/6083, de 03 de abril de 2001: Cumprimento dos prazos

Conforme havia sido previsto, os cinco primeiros Rooivalks modernizados foram entregues à Força Aérea Sul-Africana no final do mês passado.

Impressiona o quanto já foi gasto neste projeto que ja dura 27 anos e apenas doze aeronaves construídas: 91 bilhões de dólares.

Referência: Defense-Aerospace

O Frag 01/6083, de 23 de setembro de 2010: Armamento do Rooivalk

Li hoje no hotsite da Jane’s sobre o Africa Aerospace and Defence 2010, uma notícia sobre o Rooivalk:

[...] the integration of the Mokopa antitank missile, with a test firing campaign expected within a few months.

O Rooivalk não tem nenhum míssil compatibilizado com ele?

Procurando um pouco na internet, podemos ver que ele já lançou o Mokopa. Provavelmente foi em uma campanha de ensaio e o processo acabou não sendo finalizado.

Se lê também que ele foi compatibilizado com o HOT-3 e com o Hellfire, mas não encontrei nenhuma foto, vídeo ou outra evidência clara disso.

Em um fórum sul-africano, há uma discussão justamente sobre esse fato e lá foi dito que os Rooivalks que estavam sendo operados pela Força Aérea Sul-Africana não dispunham de armas guiadas, apenas foguetes e o canhão 20 mm. Os aviônicos franceses instalados na época não dispunham de um designador laser, o que, de cara, já elimina o Mokopa e o Hellfire.

Vamos aguardar mais um pouco. Com esse upgrade que está sendo realizado, o Rooivalk deve voltar a ser notícia nos próximos meses.

Publicado originalmente em 7 de setembro de 2010:

Os helicópteros de combate Rooivalk serão reentregues para a Força Aérea da África do Sul (SAAF) até o final de março de 2011, conforme anúncio feito pela companhia de tecnologia em armas Denel na quinta-feira, dia 2 de setembro.

Rooivalk - Fly by

“Cinco helicópteros Rooivalk na configuração básica serão entregues para as tarefas operacionais com o Esquadrão 16 da SAAF em Bloemfontein até o final de março de 2011 e não mais que isso,” informa o comunicado da Denel.

Outras seis aeronaves remanescentes deverão ser finalizadas e entregues logo após.

Isso será a realização final do projeto Rooivalk que começou seu projeto em 1984 e teve seu primeiro voo feito em abril de 1990.

A Denel recebeu uma diretiva da Armscor informando que uma moratória sobre novas encomendas anteriores para completar o programa de aquisição de Rooivalk tinha surgido.

A Denel Aviation, baseada em Kempton Park, ficou responsável pelas modificações finais nos helicópteros para melhorar a segurança e a confiabilidade, melhorar a acuracidade de seus sistemas de armas e para completar todas as certificações solicitadas de testes em voo e a subsequente documentação evidenciando aplicar a aeronave para um certificado para um modelo militar completo.

O helicóptero original Rooivalk foi projetado como sendo “um helicóptero de ataque e destruidor de tanques” para atender as necessidade da Força de Defesa da África do Sul conforme existia na década de 80, explicou o comunicado.

Mas a mudança de missão primária da força de defesa, a qual agora está primeiramente engajada em missões de manutenção da paz significou que os sistemas da aeronave tiveram que ser adaptados. “O Rooivalk está agora mais moderno, sofisticado e é um helicóptero de apoio de combate, pronto para ser usado pela Força Aérea da África do Sul em qualque operação potencial que ele tiver que ser deslocado.”

O Rooivalk na configuração básica estará em exposição estática no Africa Aerospace and Defence Show que será realizado na Base da Força Aérea de Ysterplaat, na Cidade do cabo entre os dias 21 e 25 de setembro.

A partir de então os helicópteros serão sujeitados a uma aceleração no programa de voo para cerca de 200 horas que estão programadas para começarem na metade de outubro de 2010 na unidade de teste da Força Aérea da África do Sul na Base Aérea de Overberg, no sul do Cabo.

Se preparando para essa fase e da planejada entrega para o Esquadrão 16 em Bloemfontein, a Denel Aviation também estará apoiando a SAAF com o treinamento das tripulações de voo e das equipes de solo a receber as devidas competências para operar e manter a frota de helicópteros Rooivalk.

As aeronaves sofreram muito no processo de certificação e por problemas financeiros durante os anos de seu projeto, e não conseguiu alcançar pedidos internacionais como se esperava.

Referência: News24.com, via Cavok

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Será que os problemas foram sanados ou é só "desencalhar"?

O artigo fala em onze helicópteros (cinco em 2011 e outros seis posteriormente).

Ao todo, foram construídos doze. Acredito que sejam esses mesmo e não aeronaves novas.

Maj, o Sr. ou algum leitor do Voo Tático poderia discorrer brevemente (ou indicar um fonte) sobre a doutrina da FAB e/ou demais forças aéreas para emprego de helicópteros de ataque? Obrigado.

A principal função é a missão de ataque na tarefa de superioridade aérea. A missão da Task Force Normandy, que deu início à Operação Desert Storm (e sobre a qual tenho um artigo pronto e não publicado ainda :( ), é um exemplo desse tipo de missão.

Ele pode ser empregado também como escolta de outros helicópteros ou ainda, de maneira mais limitada, em interceptações de aeronaves de baixa performance.

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