Como devem ficar os Esquilos modernizados do Exército

by PFF on 12 de novembro de 2010 · 11 comments

in Aviação Militar

Nesta quinta-feira (11/Nov/10) a Sagem e a Aeroeletrônica formalizam um acordo de cooperação para desenvolver em conjunto novas soluções em aviônicos (glass cockpit) para a modernização do painel de instrumentos do helicóptero mais vendido no país.

Os helicópteros AS350 Esquilo produzidos pela Helibras vão contar com uma moderna opção de aviônicos e displays produzidos no Brasil.

Trata-se de um sistema integrado com telas MFD (Multifunction Display) que reúnem informações de navegação. Os componentes das telas serão fornecidos pela Sagem, a Aeroeletrônica entrará com o computador e montagem das telas no Brasil. Essa nova solução será um item opcional a ser instalado pela Helibras nas aeronaves.

Este novo sistema atenderá toda a frota de AS350 Esquilo em operação no Brasil – cerca de 300 aeronaves e a Helibras já negocia sua utilização na modernização da frota de 36 desses modelos pertencentes ao Exército Brasileiro.

A Marinha e a Aeronáutica também analisam a possibilidade de utilização desses novos instrumentos na modernização de suas aeronaves.

Segundo Eduardo Marson Ferreira, presidente da Helibras, “trata-se de uma importante inovação que a Helibras introduz em seu mais versátil modelo, avançando ainda mais na qualificação de seu corpo técnico, com apoio da indústria nacional, na busca da capacitação para produzir, em alguns anos, um helicóptero 100% brasileiro”.

Para a Aeroeletrônica trata-se de uma importante oportunidade de expandir seus negócios em outros países, a começar pela América Latina, em razão da presença da SAGEM no mercado internacional. “Para a AEL este acordo é um importante passo para consolidarmos nossa liderança no mercado de sistemas aviônicos no Brasil e uma boa oportunidade de expandir nossos negócios para outros países, em razão da presença global da SAGEM. A parceria é o reconhecimento da qualidade dos nossos produtos e ser fornecedor da Helibras é igualmente um indicativo de que as soluções de alta tecnologia utilizadas no país são cada vez mais genuinamente brasileiras”, diz Vitor Neves, vice-presidente de operações da AEL.

A Aeroeletrônica já é tradicional fornecedora das Forças Armadas, e será dela a aviônica dos helicópteros EC 725 contratados para as três armas no ano passado. A aviação é o seu segmento mais forte e a coloca como líder, no país, na fabricação de hardware e software para aeronaves.

O blog Piloto Policial publicou uma imagem de um Esquilo com glass cockpit que pode dar uma ideia de como será esse novo painel:

Esquilo B2

Este painel não é o que a Aeroeletronica e a Sagem estão desenvolvendo. É o painel da aeronave canadense C-GDEB, que pode ser vista aqui.

Referência: Helibrás / Aeroeletrônica / Convergência Comunicação Estratégica, via Piloto Policial


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DA VIRTUDE MILITAR Deve-se procurar pela virtude militar necessária às FF.AA. nacionais, por aquele conjunto de habilidades e capacidades operacionais característicos de uma força cujo poder dissuasório e autoridade moral sejam suficientes para a Defesa dos interesses de nosso país, e que possa ser medida de forma objetiva a partir da realidade fática do ambiente estratégico brasileiro, - na América Latina e nas missões internacionais onde houver a participação do militar nacional; descartada qualquer possibilidade de se criar políticas nacionais de Defesa a partir de inventários meramente nominais. - Carl von Clausewitz: Um exército que, debaixo do fogo mais devastador, conserve as suas disposições comuns, que não ceda a terrores imaginários e saiba resistir àqueles que são fundamentados, que, orgulhoso das suas vitórias, conserve na calamidade a força de obedecer, o respeito e a confiança nos seus chefes, um exército cujas forças físicas estão endurecidas pelas privações e pelo esforço, como os músculos de um atleta, um exército que concebe todos os seus esforços como um meio para se alcançar a vitória e não como uma maldição relacionada com a sua bandeira, e que uma breve sentença que se resume numa única idéia, a da glória das suas armas, é suficiente para lhes chamar a atenção para todos os seus deveres e todas as suas virtudes – um tal exército está animado de espírito guerreiro. (Da Guerra, p. 190, Editora WMF Martins Fontes Ltda.) Na construção de um poderio bélico para o nosso país será obrigatório abandonar a velha política de contingenciamento dos meios materiais para as FF.AA., cujo efeito mais duradouro foi a imposição de uma cultura ultrapassada e extremamente corrosiva à moral do militar nacional, e que deve ser suprimida pela adoção de critérios mais positivos para os planos de articulação e equipamento, evitando a constante alienação da revolução proporcionada pelo avanço da tecnologia, que ameaça reduzir nossos planos de modernização a meros paliativos sem importância. Assim, respeitadas as prioridades estratégicas das FF.AA. brasileiras, e dentro de um plano geral direcionado ao aproveitamento das possibilidades de crescimento dos meios materiais necessários à Defesa nacional, seria plenamente aceitável a execução e regulamentação de programas direcionados a ampliar as capacidades operativas dos equipamentos efetivamente em uso por nossos contingentes militares, como no exemplo das aeronaves Embraer A-29 Super Tucano, que na Força Aérea Brasileira ainda não chegaram ao ápice de suas possibilidades operacionais. O que está de pleno acordo com o n° 1, alínea d, da pág. 26, da Estratégia Nacional de Defesa (Enade), quando esta norma descreve a necessidade de se "usar o desenvolvimento de tecnologias de defesa como foco para o desenvolvimento de capacitações operacionais. Isso implica buscar a modernização permanente das plataformas, seja pela reavaliação à luz da experiência operacional, seja pela incorporação de melhorias provindas do desenvolvimento tecnológico". A falta de prioridade na escolha de um critério de crescimento para os meios materiais constantes dos inventários de nossas unidades militares ainda é agravada pela possibilidade de obsolescência antecipada do equipamento diante do avanço da tecnologia e das últimas técnicas operacionais, resultando a perda da efetividade do equipamento como meio militar, - ainda que modernizado -, e a consequente impossibilidade de aquisição do conhecimento doutrinário correlato ao uso do equipamento. Os meios materiais e os projetos de Defesa devem acompanhar as virtudes militares dos homens que operam os equipamentos, acostumados ao atrelamento de suas carreiras profissionais aos cursos de aperfeiçoamento individual, assegurando a evolução dos meios em paralelo às mais avançadas técnicas operacionais, uma prática timidamente realizada pelas FF.AA. brasileiras, usualmente impedidas de realizar programas de atualização de equipamentos e meios operacionais. O poderio bélico nacional, através do crescimento regular dos meios materiais, pode evoluir de forma eficaz e organizada deixando para o passado a ineficácia das antigas políticas de modernização. A virtude militar também é definida como a luta pela credibilidade dos próprios meios disponíveis às FF.AA., e de sua aplicabilidade ao moderno cenário da guerra tecnológica.

Estou tão acostumado com a aviação militar que as vezes esqueço que aviação civil voa muito com um piloto apenas.

Essa configuração de painel mostrada na foto parece ser bem desconfortável para o P2 operar, não? Além dos MFDs estarem todos voltados ao P1, até o espaço do lado do P2 está reduzido. Vai ficar bacana isso aew mas é uma pena ver que o governo federal insiste nessa idéia de modernização de equipamentos que pela idade que tem só causam gastos mais e mais elevados e que cobririam boa parte de uma renovação de frota com modelos novos.

Como eu falei no artigo, esse painel é apenas uma referência e a foto é de uma aeronave civil e que, provavelmente, voa boa parte do tempo com apenas um piloto. Note que no artigo que falei da modernização dos Fennecs da Aviação do Exército aparece uma outra configuração de painel ( http://vootatico.com.br/archives/6368 ). Esta outra também é apenas uma referência mas deve ser mais próxima do resultado final.

Este GPS e os rádios lá do outro lado é f.... e precisar de um outro cidadão só por isto é de lascar. Poucas vezes sentei no assento do comandante do Esquilo, mas mesmo assim me parece longe e eu não sou bem um anão, tenho 1,77m. Piloto baixinho vai ter que se pendurar no cíclico para chegar lá. Quero ver os relatórios do CENIPA tentando descobrir, porque tantos Esquilos caem para o lado Esquerdo :D :D :D Falando sério, isto está mais com pinta de protótipo.

Tenho lá minhas dúvidas quantos aos contratos milionários que são celebrados entre a Helibrás e o MD. Para mim, são todos suspeitos. Primeiro, foram os EC 725, depois os Panteras, a próxima será a "modernização" desses Esquilos que em sua maioria possuem mais de 30 anos de utilização. UMA VERGONHA!!!! O MD deveria era buscar uma aeronaves biturbinas e aquele MD500 (OH-6 Cayuse que as Forças Armadas do EUA utilizam.) para substituir essa frota de Esquilos velhos e desgastados.

O que EB, MB e FAB deveriam estar fazendo é procurarem um novo helo leve, de manutenção e operação mais baratos, melhor desempenho que o Esquilo, p/ ser fabricado integralmente no Brasil. E acabar definitivamente c/ essa "reserva de mercado" da Helibrás.

Isto sim é Helicóptero com #H maiúsculo! Já o Fennec ... RT @vootatico: Foto do dia: Black Hawk na Operação Amazônia http://vootatico.com.br/archives/6594

RT @vootatico: Como devem ficar os Esquilos modernizados do Exército http://vootatico.com.br/archives/6590

@vootatico Tico e Teco versão 2.0 :-)

DA VIRTUDE MILITAR

Deve-se procurar pela virtude militar necessária às FF.AA. nacionais, por aquele conjunto de habilidades e capacidades operacionais característicos de uma força cujo poder dissuasório e autoridade moral sejam suficientes para a Defesa dos interesses de nosso país, e que possa ser medida de forma objetiva a partir da realidade fática do ambiente estratégico brasileiro, - na América Latina e nas missões internacionais onde houver a participação do militar nacional; descartada qualquer possibilidade de se criar políticas nacionais de Defesa a partir de inventários meramente nominais.

- Carl von Clausewitz: Um exército que, debaixo do fogo mais devastador, conserve as suas disposições comuns, que não ceda a terrores imaginários e saiba resistir àqueles que são fundamentados, que, orgulhoso das suas vitórias, conserve na calamidade a força de obedecer, o respeito e a confiança nos seus chefes, um exército cujas forças físicas estão endurecidas pelas privações e pelo esforço, como os músculos de um atleta, um exército que concebe todos os seus esforços como um meio para se alcançar a vitória e não como uma maldição relacionada com a sua bandeira, e que uma breve sentença que se resume numa única idéia, a da glória das suas armas, é suficiente para lhes chamar a atenção para todos os seus deveres e todas as suas virtudes – um tal exército está animado de espírito guerreiro. (Da Guerra, p. 190, Editora WMF Martins Fontes Ltda.)

Na construção de um poderio bélico para o nosso país será obrigatório abandonar a velha política de contingenciamento dos meios materiais para as FF.AA., cujo efeito mais duradouro foi a imposição de uma cultura ultrapassada e extremamente corrosiva à moral do militar nacional, e que deve ser suprimida pela adoção de critérios mais positivos para os planos de articulação e equipamento, evitando a constante alienação da revolução proporcionada pelo avanço da tecnologia, que ameaça reduzir nossos planos de modernização a meros paliativos sem importância.

Assim, respeitadas as prioridades estratégicas das FF.AA. brasileiras, e dentro de um plano geral direcionado ao aproveitamento das possibilidades de crescimento dos meios materiais necessários à Defesa nacional, seria plenamente aceitável a execução e regulamentação de programas direcionados a ampliar as capacidades operativas dos equipamentos efetivamente em uso por nossos contingentes militares, como no exemplo das aeronaves Embraer A-29 Super Tucano, que na Força Aérea Brasileira ainda não chegaram ao ápice de suas possibilidades operacionais.

O que está de pleno acordo com o n° 1, alínea d, da pág. 26, da Estratégia Nacional de Defesa (Enade), quando esta norma descreve a necessidade de se "usar o desenvolvimento de tecnologias de defesa como foco para o desenvolvimento de capacitações operacionais. Isso implica buscar a modernização permanente das plataformas, seja pela reavaliação à luz da experiência operacional, seja pela incorporação de melhorias provindas do desenvolvimento tecnológico".

A falta de prioridade na escolha de um critério de crescimento para os meios materiais constantes dos inventários de nossas unidades militares ainda é agravada pela possibilidade de obsolescência antecipada do equipamento diante do avanço da tecnologia e das últimas técnicas operacionais, resultando a perda da efetividade do equipamento como meio militar, - ainda que modernizado -, e a consequente impossibilidade de aquisição do conhecimento doutrinário correlato ao uso do equipamento.

Os meios materiais e os projetos de Defesa devem acompanhar as virtudes militares dos homens que operam os equipamentos, acostumados ao atrelamento de suas carreiras profissionais aos cursos de aperfeiçoamento individual, assegurando a evolução dos meios em paralelo às mais avançadas técnicas operacionais, uma prática timidamente realizada pelas FF.AA. brasileiras, usualmente impedidas de realizar programas de atualização de equipamentos e meios operacionais.

O poderio bélico nacional, através do crescimento regular dos meios materiais, pode evoluir de forma eficaz e organizada deixando para o passado a ineficácia das antigas políticas de modernização. A virtude militar também é definida como a luta pela credibilidade dos próprios meios disponíveis às FF.AA., e de sua aplicabilidade ao moderno cenário da guerra tecnológica.

Estou tão acostumado com a aviação militar que as vezes esqueço que aviação civil voa muito com um piloto apenas.

Essa configuração de painel mostrada na foto parece ser bem desconfortável para o P2 operar, não?
Além dos MFDs estarem todos voltados ao P1, até o espaço do lado do P2 está reduzido.
Vai ficar bacana isso aew mas é uma pena ver que o governo federal insiste nessa idéia de modernização de equipamentos que pela idade que tem só causam gastos mais e mais elevados e que cobririam boa parte de uma renovação de frota com modelos novos.

Como eu falei no artigo, esse painel é apenas uma referência e a foto é de uma aeronave civil e que, provavelmente, voa boa parte do tempo com apenas um piloto.

Note que no artigo que falei da modernização dos Fennecs da Aviação do Exército aparece uma outra configuração de painel ( http://vootatico.com.br/archives/6368 ). Esta outra também é apenas uma referência mas deve ser mais próxima do resultado final.

Este GPS e os rádios lá do outro lado é f.... e precisar de um outro cidadão só por isto é de lascar.

Poucas vezes sentei no assento do comandante do Esquilo, mas mesmo assim me parece longe e eu não sou bem um anão, tenho 1,77m.

Piloto baixinho vai ter que se pendurar no cíclico para chegar lá. Quero ver os relatórios do CENIPA tentando descobrir, porque tantos Esquilos caem para o lado Esquerdo :D :D :D

Falando sério, isto está mais com pinta de protótipo.

Tenho lá minhas dúvidas quantos aos contratos milionários que são celebrados entre a Helibrás e o MD. Para mim, são todos suspeitos. Primeiro, foram os EC 725, depois os Panteras, a próxima será a "modernização" desses Esquilos que em sua maioria possuem mais de 30 anos de utilização. UMA VERGONHA!!!! O MD deveria era buscar uma aeronaves biturbinas e aquele MD500 (OH-6 Cayuse que as Forças Armadas do EUA utilizam.) para substituir essa frota de Esquilos velhos e desgastados.

O que EB, MB e FAB deveriam estar fazendo é procurarem um novo helo leve, de manutenção e operação mais baratos, melhor desempenho que o Esquilo, p/ ser fabricado integralmente no Brasil.
E acabar definitivamente c/ essa "reserva de mercado" da Helibrás.

Isto sim é Helicóptero com #H maiúsculo! Já o Fennec ... RT @vootatico: Foto do dia: Black Hawk na Operação Amazônia http://vootatico.com.br/archives/6594

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