Afeganistão: Exército escolta missão CSAR

by PFF on 13 de outubro de 2008 · 1 comment

in Operações e Análises

No dia 25 de setembro passado, no Afeganistão, um HH-60G do 33rd Expediotionary Rescue Squadron decolou para uma missão de treinamento CSAR escoltado por helicópteros AH-64 Apache do Exército americano.

A atividade CSAR é realizada, tanto nos Estados Unidos (e demais países da OTAN) como aqui no Brasil, pela Força Aérea. Normalmente, o resgate em si é realizado por um ou dois helicópteros especializados e que realizam a própria segurança com seus armamentos laterais.

O que se viu no Afeganistão é que em determinadas situações, esse poder de fogo ficava aquém do ideal, fazendo-se necessária a presença de aeronaves com armamento axial. A Força Aérea americana não dispõe desse tipo de aeronave e a solução encontrada foi essa integração com aeronaves do Exército.

Um fato que pode parecer simples para quem lê consumiu meses de planejamento e reuniões de coordenação.

Força Aérea é Força Aérea, Exército é Exército. Essa frase, que parece óbvia, esconde em seus meandros (não tem entrelinhas, pois tem uma única linha) uma enorme gama de diferenças que vão bem além das picuinhas que quem não conhece pode imaginar.

Técnicas de vôo, fraseologias específicas, TTP adotadas em cada força etc, que podem causar confusão durante a execução da missão.

O modelo das aeronaves de resgate e da escolta têm que ter performances semelhantes também. Neste caso (Black Hawk e Apache), isso não se constituiu num problema, mas a tendência das aeronaves CSAR mais recentes, como o HH-47, H-92 ou EC725 Resco, é ter uma autonomia bem maior que qualquer aeronave de ataque. Desta maneira, o raio das missões seria dado pela autonomia das escoltas.

A notícia não traz nenhum detalhe de como a missão de treinamento foi coordenada, planejada ou cumprida. Dentro de algumas semanas ou meses vamos saber se alguma missão real acabou ocorrendo e como aconteceu e ainda se estamos vendo uma mudança na doutrina ou apenas uma adaptação a uma situação específica.

Lembro também que a FAB está realizando uma concorrência para helicópteros de ataque, cuja função seria escoltar as aeronaves CSAR. Foi divulgado pela imprensa que o escolhido foi o Mi-35, embora o resultado oficial não tenha saído ainda. Se a função do helicóptero de ataque da FAB for realmente esta, vale a pena dar uma olhada na autonomia das aeronaves CSAR que a FAB emprega: UH-1H, UH-60L e, daqui a dois anos, o EC725.

Referência: HH-60Gs integrate with Army AH-64s for war missions

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Só um adendo: A FAB não usa mas o prefixo U (Utlity) para seus helicopteros... na pratica não muda nada e é só ver as fotos de qualquer maquina no airliners.net...

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