Eu não fiz aqui no blog um acompanhamento muito cerrado das operações na Líbia. Publiquei apenas alguns poucos artigos sobre o emprego dos helicópteros (aqui e aqui).
Agora que a operação já terminou, vi que diversos sites especializados publicaram notícias do dia-a-dia das operações. Eu recomendo particularmente o do David Cenciotti – onde eu acompanhei o conflito na maior parte do tempo – e a página de Conflitos Atuais do fórum do ACIG.org.
Falando específicamente das missões dos helicópteros de ataque, salta aos olhos como a campanha francesa foi bem maior que a britânica. Os números variam de fonte para fonte. Segundo o StrategyPage, os franceses voaram 90% das missões desse tipo, tendo disparado 431 mísseis HOT e milhares de cartuchos de canhão. Já no site do David Cenciotti, a diferença ainda é muito grande, mas não tanto: foram 300 missões francesas, com 500 alvos destruídos e 50 missões britânicas, com 100 alvos destruídos.
Mas o principal que eu quero destacar aqui é a diferença das Técnicas, Táticas e Procedimentos (TTP) entre os dois países.
Os ingleses empregavam dois helicópteros WAH-64D Apache em suas missões – eram apenas quatro disponíveis para essa operação. Os helicópteros britânicos voavam altitudes maiores e realizavam ataques contra alvos pré-planejados, usando procedimentos muito semelhantes aos dos aviões de asa fixa.
Helicóptero Tiger francês a bordo do Tonnerre (Foto: Roiné, Arnaud)
Os anos de treinamento de voo tático valeram a pena, para desgosto dos líbios. – Jean-Dominique Merchet
Os franceses usaram uma abordagem bem mais voltada para um conflito regular. Para todas as missões era montado um Strike Package, com seis a dez helicópteros: dois helicópteros de ataque Tiger, dois Pumas (um para Comando e Controle e outro com uma equipe CSAR para extração imediata de tripulações abatidas) e dois a seis Gazelles, armados com mísseis HOT. Todos os ataques franceses foram realizados à noite, com os helicópteros voando a baixa altura e sempre precedidos por uma preparação de fogo naval. Os alvos não eram pré-definidos; as aeronaves buscavam alvos de oportunidade dentro de uma kill box específica.
Nas próximas semanas, quando a poeira baixar um pouco, provavelmente teremos publicados relatos mais detalhados de como as operações ocorreram.
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Não tem porcaria nenhuma a ver com o tópico, mas tem helis..
Eu hoje estava vendo um filme chamado Forces Speciales, um filme francês, bem legalzinho vale a pena.
No começo tem um belo display de asas rotativas dos franceses com uma formação em linha com:
1 Caracal;
2 Puma;
1 Gazelle;
1 Tiger.
Vieram as perguntas...
Os franceses usam os Puminhas e não o SP ? Dei uma zapeada na "mega-confiável" Wikipedia e não fala nada sobre eles no exército francês.
O fastrope do Caracal, foi feito pela porta lateral e o do Puminha pelo alçapão no centro.
Tiraram o alçapão no 725 ?
Eu já tinha visto aqui que o Tiger francês não usa mísseis guiados, eles só serão equipados com eles o dia que o Gazelle se aposentar ?
A curiosidade fica por um soldado( aquele carinha principal dos Cavaleiros do Ar) usando uma camisa da seleção brasileira ainda com o escudo da CBD...
Todas as armas do filme.
http://www.imfdb.org/wiki/Special_Forces
O filme : http://www.imdb.com/title/tt1656192/
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