Frota de 152 veículos vai substituir sucatas soviéticas e integrar o país à defesa ocidental
A renovação militar da Eslováquia deu a partida. No último dia 27 de janeiro, os primeiros blindados CV90 MkIV começaram a rodar na pista da BAE Systems Hägglunds, na Suécia. É o início da validação prática desse contrato de € 1,3 bilhão. O objetivo é aposentar a velha frota da era soviética e adotar o padrão OTAN de uma vez por todas.
Esses veículos de combate acabaram de sair da linha de montagem e já encaram a vida real. A bateria de testes atual é intensa e não aceita erros, eles precisam provar que a arquitetura de comando, controle e comunicação funciona perfeitamente com os sistemas eslovacos antes de vestir a farda oficial.

A aquisição do CV90 MkIV coloca a Eslováquia em um novo patamar operacional. Ao sair de sistemas obsoletos para uma plataforma moderna, o país ganha a capacidade de atuar em missões multinacionais sem dever nada aos vizinhos europeus.
É um movimento estratégico inteligente, padronizar a frota simplifica o treinamento da tripulação e a dor de cabeça da oficina mecânica, já que peças e procedimentos passam a ser comuns para todos.
O que muda com o CV90 MkIV?
O acordo fechado entre Suécia e Eslováquia no final de 2022 é vigoroso, estamos falando de 152 unidades com foco na configuração CV9035 geralmente equipada com canhões de 35mm, muito superiores aos antigos BMPs russos.
Vale um destaque técnico aqui, a versão MkIV traz um motor mais potente e uma transmissão ativa de amortecimento que melhora a estabilidade de tiro em movimento.
Detalhes da operação industrial
O contrato não é apenas uma compra de prateleira. A BAE Systems teve que abrir o jogo e envolver a indústria local, mais de 30 empresas eslovacas estão no circuito.
- Produção de componentes críticos feita localmente.
- Capacidade de manutenção independente (sem reféns de peças importadas).
- Suporte garantido durante todo o ciclo de vida do blindado.
- Criação de uma frota mecanizada com múltiplas variantes de missão.
- Redução drástica da dependência de fornecedores externos.
Essa estratégia de produção casada é vital. Se houver um conflito real, a Eslováquia não precisa esperar um navio chegar da Suécia com peças de reposição. Eles mesmos consertam o CV90 MkIV.
Essa fase de testes na Suécia é o último passo antes da entrega. Para a Eslováquia, o CV90 MkIV representa mais do que um blindado novo na garagem. É a garantia de soberania industrial e alinhamento tecnológico com o ocidente.
Com 40% do projeto feito em solo nacional, o investimento de € 1,3 bilhão retorna em empregos e segurança logística. Agora, resta esperar o desempenho dinâmico nos testes de campo.










