CV90 MkIV: O novo blindado da Eslováquia começa fase de testes na Suécia

Leonardo A Santos
Publicado em: 2 de fevereiro de 2026
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Frota de 152 veículos vai substituir sucatas soviéticas e integrar o país à defesa ocidental

A renovação militar da Eslováquia deu a partida. No último dia 27 de janeiro, os primeiros blindados CV90 MkIV começaram a rodar na pista da BAE Systems Hägglunds, na Suécia. É o início da validação prática desse contrato de € 1,3 bilhão. O objetivo é aposentar a velha frota da era soviética e adotar o padrão OTAN de uma vez por todas.

Esses veículos de combate acabaram de sair da linha de montagem e já encaram a vida real. A bateria de testes atual é intensa e não aceita erros, eles precisam provar que a arquitetura de comando, controle e comunicação funciona perfeitamente com os sistemas eslovacos antes de vestir a farda oficial.

Veículo de combate CV90 MkIV da Eslováquia em testes na neve na Suécia
CV90 MkIV teste | Foto: BAE Systems Hägglunds/divulgação

A aquisição do CV90 MkIV coloca a Eslováquia em um novo patamar operacional. Ao sair de sistemas obsoletos para uma plataforma moderna, o país ganha a capacidade de atuar em missões multinacionais sem dever nada aos vizinhos europeus.

É um movimento estratégico inteligente, padronizar a frota simplifica o treinamento da tripulação e a dor de cabeça da oficina mecânica, já que peças e procedimentos passam a ser comuns para todos.

O que muda com o CV90 MkIV?

O acordo fechado entre Suécia e Eslováquia no final de 2022 é vigoroso, estamos falando de 152 unidades com foco na configuração CV9035 geralmente equipada com canhões de 35mm, muito superiores aos antigos BMPs russos.

Vale um destaque técnico aqui, a versão MkIV traz um motor mais potente e uma transmissão ativa de amortecimento que melhora a estabilidade de tiro em movimento.

Detalhes da operação industrial

O contrato não é apenas uma compra de prateleira. A BAE Systems teve que abrir o jogo e envolver a indústria local, mais de 30 empresas eslovacas estão no circuito.

  • Produção de componentes críticos feita localmente.
  • Capacidade de manutenção independente (sem reféns de peças importadas).
  • Suporte garantido durante todo o ciclo de vida do blindado.
  • Criação de uma frota mecanizada com múltiplas variantes de missão.
  • Redução drástica da dependência de fornecedores externos.

Essa estratégia de produção casada é vital. Se houver um conflito real, a Eslováquia não precisa esperar um navio chegar da Suécia com peças de reposição. Eles mesmos consertam o CV90 MkIV.

Essa fase de testes na Suécia é o último passo antes da entrega. Para a Eslováquia, o CV90 MkIV representa mais do que um blindado novo na garagem. É a garantia de soberania industrial e alinhamento tecnológico com o ocidente.

Com 40% do projeto feito em solo nacional, o investimento de € 1,3 bilhão retorna em empregos e segurança logística. Agora, resta esperar o desempenho dinâmico nos testes de campo.

Leonardo A Santos

Leonardo A Santos

Apaixonado por aviação e compartilho notícias e curiosidades sobre defesa, estratégia militar e tecnologia aeronáutica.