Sistema modular da L3Harris integrou o FZ275 da Thales Belgium e destruiu múltiplos alvos terrestres com precisão, é a primeira vez que essa combinação foi usada em fogo real
A L3Harris Technologies confirmou o sucesso de um teste de fogo real do seu sistema antidrone VAMPIRE na Polônia, dessa vez usando o foguete guiado a laser FZ275 de 70 mm fabricado pela Thales Belgium. Foi a primeira vez que o VAMPIRE disparou operacionalmente esse foguete específico. Resultado? Múltiplos alvos terrestres destruídos com alta precisão, o que valida mais uma opção de munição para um sistema que já vinha ganhando tração entre forças europeias.

O que rolou no teste
O ensaio integrou três subsistemas ao VAMPIRE: o sensor eletro-óptico/infravermelho WESCAM MX-10D, o software de gerenciamento de missão Widow e o próprio foguete FZ275, lançado a partir do lançador FZ605. Tudo funcionou junto, sem fricção aparente. E esse é justamente o ponto que a L3Harris quer vender.
Tom Kirkland, presidente da área de Targeting & Sensor Systems da empresa, disse que demonstrações como essa ajudam clientes a entender a amplitude de soluções disponíveis para lidar com ameaças em constante evolução. O recado é claro para quem acompanha o mercado de defesa europeu, especialmente dentro da iniciativa Readiness 2030.
Por que VAMPIRE
O nome é um acrônimo para Vehicle-Agnostic Modular Palletized ISR Rocket Equipment. Traduzindo: o sistema pode ser montado em praticamente qualquer veículo, sem adaptações pesadas. Só em 2025, a L3Harris anunciou seis novas variantes do VAMPIRE para emprego terrestre, marítimo, aéreo e até guerra eletrônica.
A família cresceu e agora inclui sensores adicionais, armas de precisão, bloqueadores eletrônicos e capacidades de inteligência artificial. Mas o diferencial continua sendo a modularidade. Precisa trocar a munição? Troca. Precisa mudar o sensor? Muda. E o custo, segundo a fabricante, segue relativamente acessível.
Sensores e inteligência artificial no pacote
O VAMPIRE usa os sensores multiespectrais WESCAM MX-Series como principal ferramenta de busca e designação de alvos. A L3Harris já entregou mais de 8.000 unidades desses sistemas para clientes em quase 90 países, integrados a mais de 280 plataformas diferentes.

Em 2025, uma parceria com a Shield AI trouxe um sistema de detecção de drones baseado em IA capaz de identificar ameaças a distâncias maiores, mesmo quando parcialmente ocultas por construções ou nuvens. Esse tipo de capacidade melhora significativamente o ciclo OODA dos operadores com observar, orientar, decidir e agir mais rápido que a ameaça.
Cenário e perspectiva
Com a proliferação de drones no campo de batalha moderno, sistemas como o VAMPIRE ganham relevância a cada conflito. A demonstração na Polônia não foi apenas um teste técnico. Foi uma vitrine comercial num momento em que a Europa acelera investimentos em defesa. A integração bem-sucedida com o FZ275 da Thales amplia o cardápio de munições e, de quebra, fortalece a posição da L3Harris num mercado cada vez mais competitivo. Resta saber se o preço vai continuar “relativamente acessível” conforme o sistema fica mais sofisticado.











