VAMPIRE dispara foguete guiado de 70 mm da Thales em teste na Polônia e amplia arsenal contra drones

Leonardo A Santos
Publicado em: 16 de fevereiro de 2026
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Sistema VAMPIRE da L3Harris durante teste de fogo real com foguete guiado de 70 mm na Polônia

Sistema modular da L3Harris integrou o FZ275 da Thales Belgium e destruiu múltiplos alvos terrestres com precisão, é a primeira vez que essa combinação foi usada em fogo real

A L3Harris Technologies confirmou o sucesso de um teste de fogo real do seu sistema antidrone VAMPIRE na Polônia, dessa vez usando o foguete guiado a laser FZ275 de 70 mm fabricado pela Thales Belgium. Foi a primeira vez que o VAMPIRE disparou operacionalmente esse foguete específico. Resultado? Múltiplos alvos terrestres destruídos com alta precisão, o que valida mais uma opção de munição para um sistema que já vinha ganhando tração entre forças europeias.

Sistema VAMPIRE da L3Harris durante teste de fogo real com foguete guiado de 70 mm na Polônia
Plataforma VAMPIRE da L3Harris | Foto: L3Harris/divulgação

O que rolou no teste

O ensaio integrou três subsistemas ao VAMPIRE: o sensor eletro-óptico/infravermelho WESCAM MX-10D, o software de gerenciamento de missão Widow e o próprio foguete FZ275, lançado a partir do lançador FZ605. Tudo funcionou junto, sem fricção aparente. E esse é justamente o ponto que a L3Harris quer vender.

Tom Kirkland, presidente da área de Targeting & Sensor Systems da empresa, disse que demonstrações como essa ajudam clientes a entender a amplitude de soluções disponíveis para lidar com ameaças em constante evolução. O recado é claro para quem acompanha o mercado de defesa europeu, especialmente dentro da iniciativa Readiness 2030.

Por que VAMPIRE

O nome é um acrônimo para Vehicle-Agnostic Modular Palletized ISR Rocket Equipment. Traduzindo: o sistema pode ser montado em praticamente qualquer veículo, sem adaptações pesadas. Só em 2025, a L3Harris anunciou seis novas variantes do VAMPIRE para emprego terrestre, marítimo, aéreo e até guerra eletrônica.

A família cresceu e agora inclui sensores adicionais, armas de precisão, bloqueadores eletrônicos e capacidades de inteligência artificial. Mas o diferencial continua sendo a modularidade. Precisa trocar a munição? Troca. Precisa mudar o sensor? Muda. E o custo, segundo a fabricante, segue relativamente acessível.

Sensores e inteligência artificial no pacote

O VAMPIRE usa os sensores multiespectrais WESCAM MX-Series como principal ferramenta de busca e designação de alvos. A L3Harris já entregou mais de 8.000 unidades desses sistemas para clientes em quase 90 países, integrados a mais de 280 plataformas diferentes.

Vampire Sistema Modular Antidrone Veiculo
Plataforma VAMPIRE da L3Harris | Foto: L3Harris/divulgação

Em 2025, uma parceria com a Shield AI trouxe um sistema de detecção de drones baseado em IA capaz de identificar ameaças a distâncias maiores, mesmo quando parcialmente ocultas por construções ou nuvens. Esse tipo de capacidade melhora significativamente o ciclo OODA dos operadores com observar, orientar, decidir e agir mais rápido que a ameaça.

Cenário e perspectiva

Com a proliferação de drones no campo de batalha moderno, sistemas como o VAMPIRE ganham relevância a cada conflito. A demonstração na Polônia não foi apenas um teste técnico. Foi uma vitrine comercial num momento em que a Europa acelera investimentos em defesa. A integração bem-sucedida com o FZ275 da Thales amplia o cardápio de munições e, de quebra, fortalece a posição da L3Harris num mercado cada vez mais competitivo. Resta saber se o preço vai continuar “relativamente acessível” conforme o sistema fica mais sofisticado.

Leonardo A Santos

Leonardo A Santos

Apaixonado por aviação e compartilho notícias e curiosidades sobre defesa, estratégia militar e tecnologia aeronáutica.